Assaltantes batem em carro e “matam” psicóloga-professora da PUC e da Alfa

Aos 32 anos, Juliana Soares Dias era uma profissional dedicada, uma formadora de cidadãos

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A psicóloga Juliana Soares Dias, jovem de 32 anos, era professora de psicologia na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e na Alfa (Faculdades Alves Faria). Filha da psicóloga Agda Ferreira Soares Dias, professora da PUC, era apontada pelos colegas como uma profissional competente, abnegada e uma mestre talentosa, criativa e dedicada ao trabalho. Na quinta-feira, 30, Juliana morreu no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo).

A humanista Juliana foi mais uma vítima de criminosos. Na quarta-feira, 29, dois assaltantes, um de 25 e outro de 16 anos (este, protegido pela lei, se condenado pela morte da jovem, ficará no máximo três anos “preso”), fugindo de uma perseguição policial, furaram um sinal vermelho, passaram para a pista contrária e atingiram o carro dirigido pela psicóloga. O automóvel ficou tão amassado que os bombeiros, para retirá-la, tiveram de serrar o seu teto. Juliana estava extremamente ferida.

Enquanto os criminosos estão vivos, internados no Hugo, uma cidadã de bem, uma jovem que contribuía para educar dezenas de jovens, formando cidadãos, morreu. Enquanto os homens assaltavam, ela trabalhava. É a contradição da vida.

Uma prima de Juliana, Cláudia Gomes da Silva, disse para um repórter do G1: “Foi uma tragédia. Ela trabalhava tanto e não merecia ter terminado assim. É muito dolorido”. Na verdade, Juliana foi vítima de um “assassinato” — culposo, vão dizer. Os dois assaltantes devem ser responsáveis por vários outros crimes.

[Foto: arquivo da Família]

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