Euler de França Belém
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Biografia de Ary Valadão revela como articulou a queda de Mauro Borges e conta que tem 97 anos

O livro, de autoria do pesquisador Ubirajara Galli, sai no próximo mês

Iúri Rincon Godinho

O historiador e poeta Ubirajara Galli termina em maio a biografia do ex-governador de Goiás Ary Valadão. Ele foi o último chefe do Executivo durante a ditadura civil-militar (1979-1983). Para chegar ao poder, contou com o apoio do general do Couto e Silva, homem forte do governo do presidente Ernesto Geisel, verdadeira eminência parda, e, depois, do governo de João Figueiredo (até sair em 1981). Os Caiado também o apoiaram, junto com Hélio de Brito. Eles “derrubaram” o candidato apoiado pelo então governador Irapuan Costa Junior.

O autor garante que a obra terá grandes revelações, principalmente sobre a instalação do regime militar em Goiás e as articulações para tirar Mauro Borges do poder — muitas reuniões aconteceram na casa de Ary Valadão. A direita goiana chegou a articular atos terroristas.

Detalhe: Ary Valadão salvou esquerdistas das garras dos porões da ditadura. Um deles teria sido o jornalista Carlos Alberto Santa Cruz Serradourada.

Ubirajara descobriu que o ex-governador é dois anos mais velho do que se pensava — está com 97 anos — e, de acordo com Galli, tem uma memória privilegiada.

Paralelamente, o autor também contará a história de Maria Valadão. O livro deve ser lançado no segundo semestre.

Iúri Rincon Godinho é publisher da Contato Comunicação.

[Na foto acima, Ary Valadão, à direita, aparece ao lado do general-presidente João Figueiredo]

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Luiz Augusto da Paz

Tive,como poucos, a oportunidade de acompanhar como repórter de jornal diário o governo Ari Valadão.Político hábil e formado na escola dos extintos caudilhos nacionais, o grande mérito de Ari foi o de não negociar com sua vocação municipalista e a isso Goiás deve muito.Quanto a sua participação na quartelada de 64 pode-se dizer que, como membro ativo de maquinações políticas à época, não foi parceiro do festival de bestialidades policialescas ocorridas em Goias, a exemplo do resto do país, em nome da redentora.