Por Euler de França Belém

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Imperdível. Rádio Super Tupi contrata o narrador esportivo José Carlos Araújo, o Garotinho

garotinho-apolinho-tupi Nasci no início da década de 1960, quando o rádio era dominante na minha cidade, Porangatu, no Norte de Goiás. Ouvia jogos — principalmente do Santos e do Fluminense — pelo rádio. Grandes narradores eram Waldir Amaral, Jorge Cury, Antônio Porto, Fiori Gigliotti e, depois, José Carlos Araújo. O comentarista de arbitragem era Mário Vianna, com dois “enes”, como éramos alertados. “Ladrão!”, diz o rigoroso crítico. Todos eram estrelas da Rádio Globo (a mais ouvida na minha cidade — daí tantos torcedores locais dos clubes do Rio de Janeiro, sobretudo Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo). O rádio empolgava e vibrávamos com a emoção produzida pelos jogadores e, sobretudo, pelos narradores. Em Goiás, quando posso, ouço o Edson Rodrigues — craquíssimo. Na terça-feira, 28, leio no site Comunique-se que José Carlos Araújo voltará a narrar jogos, na Super Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, a partir de domingo, 3. O Garotinho era apresentado assim, com uma voz meio cantada: “José Carlos Araújo”. E ele dizia, entusiasmando quem o ouvia: “Voltei!”. Nós, ouvintes, voltávamos com ele — empolgadíssimos. Fazem parte da equipe o comentarista Gerson Canhota e o repórter e apresentador Gilson Ricardo. Vasco x Botafogo, na voz do Garotinho, certamente se tornará mais do que um clássico. Será um jogaço, se não no campo, pelo menos no rádio. Preciso descobrir, urgente, como ouvir jogos na Super Rádio Tupi. Garotinho, de 76 anos, será “o narrador principal na emissora carioca”, informa Anderson Cheni, no site Comunique (http://portal.comunique-se.com.br/index.php/artigos-colunas/77092-jose-carlos-araujo-assina-com-a-super-radio-tupi). Washington Rodrigues, “principal comentarista da rádio”, é um dos responsáveis pela contratação de José Carlos Araújo. Recomendo que o leitor observe a fotografia de Garotinho. Quase faz jus ao apelido. [Na foto acima, Washington "Apolinho" Rodrigues e José Carlos Araújo. Divulgação]

Filiado ao PSD, o médico Luiz Alberto vai disputar a Prefeitura de Nerópolis

O médico Luiz Alberto, recém-filiado ao PSD, vai disputar a Prefeitura de Nerópolis em 2016. Luiz Alberto, que trabalha no munícipio há mais de 30 anos, é bancado pelo secretário de Gestão e Planejamento, o deputado federal Thiago Peixoto (PSD). Três dos últimos cinco prefeitos de Nerópolis são médicos. Luiz Alberto é apontado como um páreo duro para o prefeito Fabiano da Saneago (PSDB).

Antonio Abujamra, que morreu nesta terça, trouxe Brecht, Wesker e Pinter para o Brasil

O diretor e ator de teatro Antonio Abujamra, apresentador do programa de entrevistas “Provocações”, da TV Cultura, morreu na manhã de terça-feira, 28, em São Paulo. Ele tinha 82 anos. Foi encontrado morto, possivelmente de infarto. Formado em Filosofia e Jornalismo, Abujamra, o Abu, era sobretudo um homem culto, criativo e produtivo. Estudou teatro Madri, Paris e Berlim. Principal responsável pela adoção dos métodos teatrais de Bertolt Brecht e Roger Planchon no Brasil, Abujamra montou “O Marinheiro”, de Fernando Pessoa, “O Caso das Petúnias”, de Tennessee Williams, e “A Cantora Careca” e “A Lição”, de Eugène Ionesco. Profissionalmente, estreou com a peça “Raízes”, de Arnold Wesker. Diretor inquieto, sempre atento aos ventos da renovação, adaptou Harold Pinter no Brasil; por exemplo, “O Encarregado”. Com “Um Certo Hamlet” — com as atrizes Cláudia Abreu e Vera Holtz no elenco —, Abujamra ganhou o Prêmio Molière. Ganhou o Prêmio Shell de 1977 com “O Casamento”. Abujamra, polêmico e cortante, dizia sempre: “Sem humor, não dá”. Aos que o incomodavam com problemas de escassa importância, secava: “Por favor, não vamos tropeçar em palitos de fósforo”. Sua montagem de “Antígona”, com Glauce Rocha, enfrentou problemas com a censura. A censura vetou suas peças “O Berço do Herói”, de Dias Gomes, em 1965, e “Abajur Lilás”, de Plínio Marques, em 1975. Ele era tão desbocado quanto Plínio Marques. Como ator, Abumjara atuou nas novelas “Que rei sou eu?” (era o bruxo Ravengar), da TV Globo, e “Os Ossos do Barão”, do SBT.

O Popular revela que família pagou resgate de sequestro. O Hoje não deu a informação

A Polícia Civil de Goiás libertou Paulo Antônio Batista Filho (de uma família de produtores rurais), de 22 anos, na segunda-feira, 27, numa fazenda do município de Goianira. Ele havia sido sequestrado por um grupo de criminosos, que recebe resgate no valor de 216 mil reais. “O Popular” (textos de Vandré Abreu e Eduardo Pinheiro) publicou as reportagens “Sequestro — Quadrilha pediu dois resgates”, “Família deixou fazenda desde o sequestro” e “Bateria de celular retirada após ligações”. “O Hoje” publicou um só texto (de autoria de Anderson Costa), de qualidade inferior aos do concorrente. O “Diário da Manhã” foi “furado”. “O Hoje” diz que o sequestro ocorreu há 30 dias, embora mencione que Paulo Antônio foi sequestrado no dia 26 de março e libertado no dia 27. “O Popular” informa que o sequestro foi articulado há 32 dias. “O Hoje” escreve “fazenda Jaboticabal” (no título) e “Fazenda Jaboticabal” (na reportagem). O “Pop” publica Paulo Antônio Batista, mas, ao contrário de “O Hoje”, não acrescenta “Filho”. O “Pop” diz que a polícia prendeu quatro pessoas — dois homens e duas mulheres — supostamente envolvidas no sequestro. “O Hoje” menciona três prisões e afirma que um dos criminosos havia “sido morto”. O “Pop” não menciona nenhuma morte. “O Hoje” diz que Nova Fátima é “distrito de Hidrolândia”. Não é.  O “Pop” está certo: Nova Fátima é um município. Relata “O Hoje”: “A família e nem a polícia informaram se o resgate pedido foi pago”. O “Pop” revela que a família pagou 216 mil reais e os criminosos exigiram “mais 800 mil reais”. [Imagem acima foi feita a partir de cena de televisão]

Rogério Borges pede demissão de O Popular

O repórter Rogério Borges pediu demissão de “O Popular” na segunda-feira, 27. Em caráter irrevogável. Rogério Borges, repórter e colunista do "Magazine", é dono de um dos melhores textos do jornal. Ele escreve bem, tem cultura e é criativo. É uma das maiores perdas do “Pop” nos últimos anos. Ele é professor de jornalismo na PUC-Goiás. Ele tem mestrado pela Universidade Federal de Goiás e doutorado pela Universidade de Brasília (UnB). Motivos das saída Procurado pelo Jornal Opção na terça-feira, 28, enquanto dava aulas na PUC, Rogério Borges preferiu não se pronunciar. “Não vou falar sobre o assunto”, disse. O Jornal Opção ouviu três fontes do jornal. Todas apresentaram duas versões para o pedido de demissão. Primeiro, a insatisfação com a demissão da editora do “Magazine”, Rosângela Chaves, e a indicação de uma profissional inexperiente para o cargo. “Os dois tinham uma sintonia perfeita, porque têm cultura e apostam em jornalismo de qualidade”, afirma uma das fontes. Segundo, e mais decisivo, Rogério Borges teria ficado chateado com o veto da direção de Jornalismo a um texto que havia preparado sobre os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. Quem vetou teria mandado dizer que o assunto está muito bem descrito em dezenas de textos na internet e que o jornal deve priorizar a publicação de reportagens que dão acesso. “Foi a gota d’água”, admite um funcionário do jornal.

Shopping Flamboyant fica sem energia elétrica e lojistas têm prejuízo no domingo

Lojistas cobram que o empresário Lourival Louza coloque mais geradores de energia elétrica

Senadora Lúcia Vânia defende conselhos tutelares e critica redução da maioridade penal

“Crianças precisam de escola de tempo integral, abrigos decentes para as crianças em situação de risco e proteção”

Demóstenes Torres deve pedir exceção da verdade e apresentar provas contra Ronaldo Caiado no Supremo

O jornal “O Popular” errou ao publicar que o prazo para o ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM) responder à interpelação do senador Ronaldo Caiado (DEM) se encerrou na segunda-feira, 27. Na verdade, como foi citado nesta segunda, Demóstenes tem 10 dias de prazo para responder às indagações. Porém, considerando que interpelação não é processo judicial, deve esperar a ação, que foi prometida por Caiado. Como Caiado é senador, Demóstenes deve pedir exceção da verdade e apresentar as provas do que sugeriu num artigo publicado no “Diário da Manhã” no Supremo Tribunal Federal.

Abelardo Vaz garante que não pretende disputar a Prefeitura de Inhumas

O advogado cita três políticos — Celsinho Borges, Rondinelli Carvalhais e Suair Teles — que têm condições de derrotar o prefeito Dioji Ikeda

Galvão Bueno, no livro “Fala, Galvão!, conta que tentou levar Jorge Kajuru para o Sportv, da TV Globo

Na sua autobiografia “Fala, Galvão!” (Globo Livros, 311 páginas), Galvão Bueno relata que o “Bem, Amigos!”, com mais de uma década no ar, “nunca deixou de ser o programa de maior audiência do Sportv”. O principal narrador esportivo da televisão brasileira confirma que tentou contratar Jorge Kajuru. “Talvez o público não saiba, mas quando Luiz Fernando Lima e Carlos Henrique Schroder me pediram para montar o programa, eu disse que queria meu parceiro Arnaldo Cezar Coelho comigo e mais uma pessoa para arrumar confusão. Então, originalmente, os três fixos seriam eu, Arnaldo e Jorge Kajuru. Mas as conversas de Kajuru com a Globo não deram certo e me lembrei de Renato Maurício Prado, que é igualmente polêmico”, conta Galvão Bueno. A informação está na página 263. O narrador não esclarece o motivo de a Globo não ter contratado Kajuru. Mas, nos bastidores, comentou-se, à época, que Kajuru era incontrolável e, por isso, não se enquadrava no padrão Globo. Chegaram à conclusão de que era mais adequado contratá-lo a demiti-lo logo após, com grande repercussão na mídia. Em 2004, quando estava internado no Hospital Albert Einstein, em decorrência de uma queda de cavalo, Galvão Bueno era visitado por dezenas de pessoas, como Pelé. “E todos os dias e recebia a visita de dois colegas de profissão, amigos queridos e solidários, Silvio Luiz e Jorge Kajuru”, conta o narrador. [Na foto acima, Galvão Bueno aparece de roupa preta e Jorge Kajuru veste calça jeans; os dois eram mais jovens]

Dono da Globo, secundando Domenico de Masi, diz que “o mundo será mais gay”

“O comportamento das pessoas e a maneira como vão interagir com a realidade em volta é que passam a ser determinantes de como vão se divertir, entreter se informar”

Dono da Globo admite que jornal impresso vai morrer e diz que todos os jornais serão digitais

“Haverá menos sustentação pela publicidade e mais sustentação pelo pagamento”, diz João Roberto Marinho

Lúcia Vânia pode ser candidata a prefeita de Goiânia com o apoio de Marconi e de Vanderlan Cardoso

[caption id="attachment_33965" align="alignright" width="620"]Lúcia Vânia: a senadora pode ser o trunfo da base governista na disputa para a Prefeitura de Goiânia. E Vanderlan pode bancá-la | Fernando Leite/Jornal Opção Lúcia Vânia: a senadora pode ser o trunfo da base governista na disputa para a Prefeitura de Goiânia. E Vanderlan pode bancá-la | Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] O empresário Vanderlan Cardoso, presidente do PSB goiano, pode ser o candidato do governador Marconi Perillo a prefeito de Goiânia em 2016? A aposta seria outra: o tucano-chefe lançaria Jayme Rincón para prefeito, pelo PSDB, não faria oposição radical à candidatura de Vanderlan. A base governista teria, por assim dizer, dois candidatos — Rincón, o oficial, e Vanderlan, o quase-oficial (a ideia é que ele não seja apresentado como candidato governista, porque os eleitores da capital “apreciam” manter um político de oposição no Paço Municipal). No caso de segundo turno — aposta-se que, se candidato, Iris Rezende, do PMDB, estará na disputa final —, o governismo adotaria um jogo preciso. Se Vanderlan for o adversário de Iris, a base marconista o apoiará; porém, se Rincón for o adversário, Vanderlan o apoiará. Mas há outro jogo, ao qual se precisa prestar mais atenção. A senadora Lúcia Vânia — a caminho de se filiar ao PSB — sempre teve o sonho de administrar Goiânia. A surpresa de 2016 pode ser sua candidatura a prefeita da capital. Lúcia, política leal, não vai pressionar Vanderlan, para que se retire do páreo. Não é de seu feitio. Porém, Vanderlan, se Lúcia disser que quer disputar, tende a abrir mão. Candidata a prefeita de Goiânia, sobretudo se eleita, Lúcia facilitaria as articulações para 2018. Neste ano, serão eleitos dois senadores. O governador Marconi Perillo deve ser candidato a senador pelo PSDB e sobra uma vaga para a negociação política. Júnior Friboi — ou Vanderlan Cardoso — pode postular mandato de senador, em aliança com o tucano-chefe. Lúcia, que considera o Senado como sua casa, e é de uma dedicação exemplar, poderia sair do páreo? Sim, desde que eleita prefeita de Goiânia. Se não, disputa o Senado pela terceira vez.

Economista sugere que o governador Marconi Perillo deve investir mais e não fazer apenas cortes

[caption id="attachment_33961" align="alignright" width="620"]Foto: Fernando Leite Foto: Fernando Leite[/caption] O economista tucano Valdivino Oliveira, professor da PUC-Goiás, consultor em vários Estados e empresário (tem uma empresa que produz água mineral, a Itiquira), diz que está abandonando a política. “A política é muito cara para quem tem mais ideias do que dinheiro. Assim, estou optando pela economia, meu verdadeiro campo.” Ao avaliar o quadro econômico de Goiás, o especialista apresenta uma análise que qualifica de mais ortodoxa do que heterodoxa: “O governador Marconi Perillo buscou para a Secretaria da Fazenda uma economista, Ana Carla Abrão Costa, conceituada nacionalmente. Mas falta-lhe conhecimento da atividade pública. De fato, o governo tem de ser austero, mas é preciso ter um programa de investimento, porque senão ‘seca’ a economia. Se não há queda da receita do governo, se a arrecadação não caiu (cresceu mais de 10%), o governo não pode apenas cortar — tem de investir e ‘animar’ o mercado. É preciso cortar gastos? Sim, é. Mas não se pode prejudicar a produção, a realização de obras. Agora, se o governo não incentiva a produção, se contribui para parar a economia, é óbvio que, a curto ou a médio prazo, a arrecadação tende a cair. “ Valdivino sublinha que, se a arrecadação subiu 13,8% e os gastos encolheram, o governo tem superávit. “Portanto, o governo tem de investir mais. Se não o faz, como vai incentivar o mercado privado a investir? No plano nacional, não é muito diferente. O país não cresce, os empresários não investem e o governo da presidente Dilma Rousseff não consegue reverter o pessimismo do mercado. Cria-se, assim, um círculo vicioso.” O déficit público do governo federal permanece elevado, apesar da “maquiagem”. “Déficit provoca inflação. O que se deve fazer? Não é parar de gastar, e sim qualificar o gasto, aplicando os recursos naquilo que gera mais renda. Por exemplo: é vital investir na construção de obras de infraestrutura, porque gera renda, movimenta o mercado de maneira global e, ao mesmo tempo, cria empregos.” O clima de pessimismo geral alimenta a crise econômica, avalia Valdivino. “O setor empresarial não acredita no governo petista e reduz os investimentos. Em­presários precisam ter tranquilidade e segurança jurídica para investir. Se não têm, ‘recolhem-se’, esperando a crise passar. Porém, se não investem, a crise não passa; pelo contrário, potencializa-se.” Perguntado sobre a crise do governo do Distrito Federal, Valdivino afirma que o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) é “bem intencionado”. “Porém, deveria ter feito as mudanças mais drásticas logo no início da gestão. O fato é que recebeu um governo não-administrável. O ex-governador Agnelo Queiroz montou uma estrutura, com subsídios excessivos — tinha até auxílio-aluguel para cerca de 10 mil famílias e complemento para a Bolsa Família —, que travou o governo. Destravá-lo não é impossível, mas é muito difícil.” Aos 63 anos, Valdivino se considera um "jovem com experiência em gestão pública” e, ao mesmo tempo, um conhecedor dos meandros da economia privada. “Agnelo Queiroz mantinha um governo com 42 secretarias, com vários gestores nas cidades satélites, funcionários estudando no exterior a um custo de 6 milhões de reais. Os aumentos salariais, examinando de um posto do realismo econômico, das regras mínimas de mercado, eram e são impraticáveis. Fazer política com dinheiro público, para agradar ‘A’ ou ‘B’, se beneficia grupos específicos, é quase sempre nocivo para a sociedade. A saída de Rollemberg é enxugar o Estado ao máximo e, aos poucos, avançar no campo das obras públicas de utilidade comprovada.” Embora esteja deixando a política — “que é ingrata com aqueles que não aplicam fortunas nas campanhas eleitorais” —, Valdivino diz que está acompanhando as articulações para a Prefeitura de Goiânia. “Como conheço o PMDB bastante bem, pois acompanhei vários de seus governos e fui vice do prefeito Iris Rezende, posso sugerir o que deve acontecer em 2016. Iris é candidatíssimo, pois seu elemento é a política. Ele não dá conta de não disputar. Vanderlan Cardoso (PSB), como disputou duas campanhas para governador, está com o nome ‘fresquinho’ na memória do eleitorado. Mas, sem uma aliança política consistente, sem um grupo confiável e dinâmico, não tem chances eleitorais reais. Entretanto, se aderir ao grupo do governador Marconi Perillo, a população vai ficar desconfiada. Os eleitores não aprovam, para disputas majoritárias, aquele oposicionista que fez discurso radical e depois se alia àquele que foi criticado.”

PSDB pode bancar Osvaldo Zilli ou Eduardo Dantas para prefeito de Aparecida de Goiânia. São empresários

entrevistadoO PSDB de Aparecida de Goiânia é quase uma ficção. Seus principais líderes — os deputados João Campos, Waldir Soares, Fábio Sousa e Mané de Oliveira — são de Goiânia. Aos poucos, o quadro pode mudar. Para disputar com o candidato a prefeito apoiado pelo prefeito Maguito Vilela (PMDB) — que só não elege uma pedra porque esta não sabe assinar o próprio nome —, o tucanato precisa lançar um candidato que seja, por assim dizer, parecido com o peemedebista. Quer dizer, precisa ter estatura e ter a imagem de gestor. O presidente da As­sociação Comercial de In­dustrial de Aparecida, Osvaldo Zilli, está sendo disputado quase a tapa pelo PMDB e pelo PSDB. É o objeto de desejo dos dois partidos. O PMDB o quer como vice de Euler Morais. Já o PSDB planeja bancá-lo para prefeito. Porém, como em política quem fica parado é poste, o PSDB articula também noutros fronts e pode lançar, no caso de recusa de Zilli, o empresário Eduardo Dantas, o Eduardo Boa Morada, para prefeito. Se Zilli e Boa Morada não emplacarem, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Sílvio Benedito, pode ser a aposta do tucanato. Mas o que se quer mesmo, apesar de sua resistência, é o delegado-deputado Waldir como candidato. Ele lidera as pesquisas feitas na cidade, com relativa folga, mas frisa que não planeja disputar. Se for candidato, tem dito, será a prefeito de Goiânia — município em que o meio de campo, no tucanato e na base aliada, está por demais congestionado.