Por Euler de França Belém
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O ex-presidente Lula da Silva, primeiro-ministro informal do governo de Dilma Rousseff, está maquinando para travar a privatização da Celg. Ele sempre joga pesado.
O lulopetismo avalia que o governador Marconi Perillo representa um risco eleitoral para o PT na disputa da Presidência da República em 2018.
O ex-governador de Brasília Joaquim Roriz está com Alzheimer, além de, às vezes, fazer hemodiálise duas vezes por semana. Ele fará 80 anos em agosto.
A situação do PMDB no Entorno de Brasília é a pior possível. O maior político do partido na região, Marcelo Melo, migrou para o PSDB, pelo qual vai disputar a Prefeitura de Luziânia. É considerado imbatível. O PMDB de Daniel Vilela, o presidente, e de Iris Rezende não tem nenhum candidato competitivo no Entorno do Distrito Federal, exceto Ernesto Roller, em Formosa. Até Tião Caroço, inimigo figadal do ex-deputado, já está chamando Ernesto Roller de “prefeito”. Pesquisas mostram, segundo o próprio conselheiro do TCM, em conversa recente com um repórter do Jornal Opção, o peemedebista na liderança absoluta. O Entorno do DF é uma região decisiva para qualquer partido que aspire disputar, de maneira competitiva, a eleição para o governo do Estado. Seu eleitorado é um dos maiores de Goiás.
Apelidado de Baixinho, um deputado do PMDB aparece na lista da Odebrecht. Ele recebeu, via caixa 2, ao menos 200 mil reais quentinhos. Irá à Lava Jato, por certo. A Odebrecht era espirituosa para estabelecer apelidos para aqueles que financiava: Boiadeiro (seria do DEM), Matusalém (do PMDB) e Padre (PMDB).
De um deputado peemedebista: “Há certos mistérios que não permanecem mistérios para sempre. Por que o senador Ronaldo Caiado, do DEM, e a oposição em Goiás, notadamente PT e PMDB, calaram-se sobre o vazamento da planilha de supostas propinas da Odebrecht?” Além de senador competente e posicionado, Ronaldo Caiado é um político apontado como íntegro inclusive por seus opositores.
Candidato a governador de Goiás em 2014, Iris Rezende recebeu 200 mil reais da Odebrecht. O ex-prefeito de Goiânia tem um patrimônio de 30 milhões de reais. Iris Rezende diz que é um político honrado. Na sexta-feira, 1º, a esquerda petista fez a festa com a denúncia de que o ex-prefeito recebeu 500 milhões de reais da Odebrecht e usou o dinheiro para comprar uma fazenda. O peemedebista frisa que seu patrimônio é fruto de seu trabalho como advogado e de herança paterna.
Advogados, inclusive aliados, sugerem que o presidente da OAB-Goiás, Lúcio Flávio, imponha sua liderança e comando nas comissões e no conselho. A tática de criticar, com volúpia as gestões passadas, dá certo no máximo no primeiro ano, talvez só no primeiro semestre. O que os advogados esperam é o cumprimento das promessas de mudança na OAB-GO. Até agora, segundo advogados, prevalece a retórica.
O deputado federal Jovair Arantes tem sido elogiado pelos colegas nos primeiros dias como relator do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Seus pares sublinham que o político goiano é ponderado e segue à risca as regras. Sociedade, situação e oposição confiam no seu comando seguro.
Pesquisas que circulam nos gabinetes do governo de Goiás, sobretudo nos mais poderosos, indicam que o secretário José Eliton teve um up grade imenso como resultado de suas primeiras ações à frente da Segurança Pública. Seu nome se tornou conhecido rapidamente e, sobretudo, é bem avaliado pela sociedade. A população, notadamente em Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia, aprova as primeiras ações de José Eliton. Ela passou a acreditar que os problemas de segurança pública, com energia e planejamento, têm solução. A redução da criminalidade tem agradado até os mais céticos.
Do deputado federal João Campos, presidente do PRB: “O secretário José Eliton está acertando na segurança pública. Ele motivou as polícias Militar e Civil e está contribuindo para reduzir a sensação de insegurança”.
Romeu Tuma Jr. e Claudio Tognolli voltam às livrarias com o livro “Assassinato de Reputações II — Muito Além da Lava Jato” (Matrix, 261 páginas). Muito do que os dois publicam saiu na imprensa, mas há detalhes novos ou mais circunstanciados. Insiste-se que Lula da Silva, o Barba, foi informante do Dops, na ditadura civil-militar. Conta-se de um esquema com uma empresa de monitoramento de veículos de Goiânia. Fala-se de problemas com dinheiro do instituto de previdência dos servidores do Tocantins no governo de Siqueira Campos.
Menciona-se a JBS-Friboi e a Emsa. Fala-se da CPI do Cachoeira. Os depoimentos de Meire Poza são sensacionais a respeito de Alberto Youssef, de quem era contadora, e da Polícia Federal (que não sai como heroína do livro). A história do assassinato de Celso Daniel, o prefeito de Santo André, ganha novos contornos. Trata-se, pois, de uma obra explosiva.
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A literatura do Holocausto é literatura e história. O italiano Primo Levi escreveu livros seminais, dolorosos, comoventes, mas não sentimentais — como “É Isto um Homem?” (publicado no Brasil pela Editora Rocco). A dor temperada pela razão contribui muito mais para o entendimento e, portanto, para a condenação do Holocausto do que livros derramados e lacrimosos. O curioso é que, bem depois de ter saído de Auschwitz e ter publicado vários livros, tornando-se um escritor consagrado e mundialmente e celebrado, ele se matou. Era depressivo. Na quinta-feira, 31, morreu outro escritor sobrevivente de Auschwitz-Birkenau, o húngaro Imre Kertész, aos 86 anos, em Budapeste. Ele ganhou o Nobel de Literatura em 2002.
Muitos judeus que escaparam dos campos de concentração e extermínio sentiram-se envergonhados por terem sobrevivido, ao menos num primeiro momento. Por isso, em geral, muitos disseram que sobreviveram para poder contar o que havia acontecido — o inominável.
Ao premiar Imre Kertész, a Academia Sueca sublinhou que sua literatura — que, sim, é grande literatura, e não apenas (de) testemunho — “preserva a experiência frágil do indivíduo contra a arbitrariedade bárbara da história”. Mais especificamente, da barbárie da Alemanha nazista de Adolf Hitler, Heinrich Himmler, Joseph Goebells e Hermann Goering e tantas figuras menores mas igualmente cruéis e influentes, como Adolf Eichmann e Reinhard Heydrich. O autor escreveu: “Estar muito próximo da morte também é uma forma de felicidade. Apenas sobreviver se torna a maior liberdade de todas”.
O livro mais celebrado de Imre Kertész, “Sem Destino” (175 páginas), foi lançado nos tristes trópicos pela Planeta do Brasil e foi adaptado para o cinema, em 2005, na Hungria. A obra conta a vida de um garoto de 15 anos no campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau e em dois campos de concentração, Buchenwald e Zeitz.
Deportado aos 14 anos para Auschwitz, na Polônia, em 1944, em seguida foi encaminhado para Buchenwald. Os Aliados o libertaram em 1945 — debilitado mas feliz. Havia sobrevivido, depois de ter visto as maiores atrocidades e iniquidades. “Na infância você tem uma certa confiança na vida. Mas quando algo como Auschwitz acontece, tudo é destruído”, afirmou Imre Kertész.
Evidentemente, o campo de extermínio era a desgraça na Terra, a terra devastada. Mas, ainda assim, havia espaço para alguma alegria. Dita Kraus, uma menina, tornou-se uma espécie de bibliotecária informal de Auschwitz. Eram poucos livros, mas todos liam com fervor e, por certo, alegria. Vale a pena ler o belo e comovente “A Bibliotecária de Auschwitz” (Harper Collins Br, 368 páginas, tradução de Denia Sad), do escritor espanhol Antonio G. Iturbe. É ficção baseada em fatos reais. O correspondente da TV Record e colunista do Jornal Opção em Tel Aviv, Herbert Moraes, entrevistou Dita Kraus, em Israel. Imre Kertész disse que, apesar da brutalidade como norma, viveu “momentos de maior alegria” no campo no qual a morte era a senhora. “Você não imagina como é ter permissão de deitar no hospital do campo, ou ter um descanso de dez minutos do indescritível trabalho”, frisou o escritor.
Ao sair do campo, Imre Kertész voltou para Budapeste, onde nasceu, e trabalhou como jornalista e tradutor (traduziu Nietzsche, Freud, Wittgenstein e Elias Canetti). Os comunistas começaram a persegui-lo, porque era um intelectual avesso a controles políticos. Começou a escrever sob a influência do existencialismo dos romancistas franceses Albert Camus e Jean-Paul Sartre.
Os nazistas perseguiam os judeus de maneira indiscriminada, não importando se eram religiosos ou não, ou se estavam assimilados. “Sou um judeu não-religioso. Ainda assim, como judeu fui levado para Auschwitz. Sou daqueles judeus que Auschwitz transformou em judeu”, assinalou Imre Kertész. 500 mil judeus húngaros foram assassinados pelo nazismo.
Avesso ao culto à personalidade, típico do regime totalitário da União Soviética e do Leste Europeu, Imre Kertész decidiu não apoiar a construção de uma estátua sua, a ser colocada junto com outros ganhadores do Nobel da Hungria.
“Liquidação” (publicado no Brasil) é outro livro primoroso de Imre Kertész. É seu “último romance sobre o Holocausto”. Versa a respeito das “pessoas que não experimentaram o Holocausto diretamente, a segunda geração que ainda tem de lidar com isso”.
“O Fiasco”, “Kadish Por Uma Criança Não Nascida”, da trilogia com “Sem Destino”, e “A Língua Exilada”, “A Bandeira Inglesa” (contos), “História Policial” e “Eu, um Outro” foram lançados no Brasil.
Gravemente doente, Imre Kertész colaborou na organização de seus diários referentes a 1991 e 2001. O livro saiu em março deste ano na Hungria.
A biografia terá mais de 500 páginas. Será a mais ampla do político que colaborou para modernizar Goiás
Com patrimônio declarado de 30 milhões de reais, o ex-prefeito de Goiânia também recebeu 200 mil reais da Odebrecht em 2014. Ele afirma que é “honrado”. Wolney Siqueira é citado
Uma das primeiras empresas a se instalarem no Daia, a Cecrisa de Anápolis era considerada uma empresa sólida, mas não resistiu à crise econômica nacional

