Por Euler de França Belém
Num acatamento institucional raro em Catalão — em 2012, o peemedebismo atrapalhou a equipe que estava assumindo —, o prefeito tucano lista patrimônio do município e apresenta documentação de seus atos
O prefeito de Catalão, Jardel Sebba, do PSDB, mostra que é diferente dos peemedebistas. Em 2012, quando foi eleito, o PMDB não quis fazer a transição administrativa. Agora, com a vitória do PMDB, com Adib Elias, Jardel Sebba, dando uma prova de civilidade e cumprimento do que é (ou quase é) institucional, decidiu nomear uma comissão de transição. Ele informou que entregará a prefeitura em ordem.
Adib Elias vai receber uma relação detalhada do patrimônio público municipal, com todos os atos da gestão tucana documentados.
"Quando venci as eleições em 2012, não houve qualquer transição. Assumi no mais completo escuro. Arquivos importantes haviam desaparecido Foi um verdadeiro caos. Faço questão de fazer o oposto. Quero o melhor para Catalão”, diz Jardel Sebba.
De um líder do PMDB, da linha vilelista: “Se o PMDB não apoiar o senador Ronaldo Caiado para governador, ele não atrairá ninguém para apoiá-lo. Terá de arranjar, inclusive, um vice do próprio DEM. Isolado, será inhambu na capanga tanto do candidato governista quanto na capanga do candidato do PMDB”.
O vilelista acrescenta que, “como elegeu apenas cinco prefeitos em todo o Estado, Caiado terá dificuldade de fazer política na maioria dos municípios. Quem vai recebê-lo? Ninguém, é claro”.
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Jornalista Batista Custódio[/caption]
Leio, nas redes sociais, jornalistas criticando duramente o jornal “Diário da Manhã” e seus proprietários. Entendo suas “dores”, pois reclamam — com razão — que não receberam direitos trabalhistas. Mas não torço, em hipótese alguma, para que o jornal feche as portas.
Pelo contrário, torço para que se recupere.
O “Diário da Manhã”, dirigido pelo jornalista (mais do que empresário) Batista Custódio — já foi editado por Washington Novaes, por João Bosco Bittencourt e por mim —, tem uma bela história, que não pode ser esquecida sob os escombros dos problemas do presente.
No futuro, quando se fizer o balanço dos prós e contra — o problema trabalhista é grave, admito —, a história do “Diário da Manhã” será positiva, talvez até altamente positiva.
Fazer jornal é uma atividade heroica, especialmente num Estado em que a iniciativa privada avalia que não precisa anunciar. Daí a dependência do poder público. A versão impressa de um jornal diário é caríssima e, por isso, alguns jornais estão migrando para a internet, no exterior e no Brasil.
Há duas saídas para o “Diário da Manhã”. A migração total para a internet, que extinguiria o custo com impressão e distribuição, ou a publicação de edições impressas mais compactas. Para um jornal que está em crise, tendo recorrido à recuperação judicial, na 3ª Vara Cível, a versão impressa do “DM”, é muito grande.
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“Ronald Reagan” (Record, 377 páginas, tradução de Lucas Jim), de Bill O’Reilly e Martin Dugard, revela o político que por vezes é visto como um Donald Trump menos indiscreto. É uma visão enganosa. O presidente americano não tinha a cultura de Winston Churchill, mas era (quase) tão astuto quando Franklin D. Roosevelt. Ao lado de alguns aliados, como Helmut Khol, Margaret Thatcher, João Paulo 2º e, sim, Mikhail Gorbachev, comandou uma operação que tornou o comunismo uma terra devastada.
Ronald Reagan não era um teórico, mas, além de cercado por um corpo de auxiliares de primeira linha, era dotado de uma intuição poderosa. Pode-se dizer que era tão esperto e hábil na articulação quanto Roosevelt e Churchill.
“O Hotel na Place Vendôme — Vida, Morte e Traição no Ritz de Paris” (Intrínseca, 288 páginas, tradução de André Gordirro), de Tilar J. Mazzeo, relata a história de um local que, inaugurado em 1898, faz parte da mitologia francesa. Os autores da Geração Perdida, como Scott Fitzgerald e Ernest Hemingway, se encontravam no bar do hotel.
Quando ocuparam Paris, e parte dos franceses se tornaram colaboradores — suspeita-se até da “boa vontade” de Jean-Paul Sartre (o britânico Paul Johnson não o perdoa) —, os nazistas fizeram uma concessão e não fecharam o Ritz. Por certo, queriam aproveitar do glamour de seus espaços.
O livro entra para minha leitura (Iúri Rincón diz que não leu, mas já o considera maravilhoso; o crítico literário Marcelo Franco leu até os livros que não foram escritos sobre o Ritz), cada vez mais penelopiana. Portanto, menciona trecho do release da Editora Intrínseca: “Em ‘O Hotel na Place Vendôme’, Tilar Mazzeo investiga a história desse marco cultural desde a sua inauguração na Paris de fin de siècle até a era moderna. E, acima de tudo, faz uma crônica extraordinária da vida no Ritz durante a Segunda Guerra Mundial, quando o hotel serviu, ao mesmo tempo, de quartel-general dos mais graduados oficiais alemães e de lar dos milionários que permaneceram na cidade, entre eles Coco Chanel. Mazzeo nos conduz pelos salões de jantar, suítes, bares e adegas do imponente edifício, revelando um território propício para negócios ilícitos e intrigas mortais, além de extraordinários atos de rebeldia e traição”.
A editora acrescenta: “Rico em detalhes e repleto de histórias fascinantes, O hotel na Place Vendôme é uma narrativa impressionante sobre glamour, opulência e extravagância, e também sobre conexões perigosas, espionagem e resistência. Uma viagem inesquecível a um período único e intrigante da história, quando a França — e toda a Europa — sofreu transformações que definiriam o mundo como o conhecemos hoje”.
O release, lógico, é uma publicidade. Mas o assunto é mesmo instigante. Pode ser lido tendo ao lado o livro “Eram Todos Tão Jovens: Gerald e Sara Murphy — Uma História de Amor da Geração Perdida” (Best Seller), de Amanda Vaill.
A Operação Lava Jato, marcada pelo nome do juiz Sergio Moro, de Curitiba, envolve policiais federais e procuradores da República, num trabalho combinado de alto nível ético e técnico. A inspiração italiana é explicada em livro que sai agora no Brasil: “Operação Mãos Limpas” (Citadel, 896 páginas), de Gianni Barbacetto, Peter Gomez e Marco Travaglio, com introdução de Sergio Moro.
Release da editora: “O relato completo e preciso de uma das maiores operações contra a corrupção da história europeia que serviu de inspiração para Sérgio Moro na Operação Lava Jato. A operação Mãos Limpas foi a maior investigação sobre corrupção sistêmica já realizada em um país. Conduzidas na Procuradoria de Milão as investigações desvendaram uma enorme rede de corrupção entre governo e empresas vendedoras de bens ou serviços ao setor público. A propina arrecadada financiava partidos e enriquecia políticos e amigos do poder. Durante a campanha da operação, 2.993 mandados de prisão foram expedidos, 6.059 pessoas foram investigadas, incluindo 872 empresários, 1.978 administradores locais e 438 parlamentares, dos quais quatro haviam sido primeiros-ministros. Além disso, 13 envolvidos cometeram suicídio e grandes partidos foram extintos. A versão em português conta com introdução e artigo completo escritos pelo juiz federal Sérgio Moro”.
O repórter Mario Sergio Conti, apresentador do “Diálogos”, programa de entrevistas da Globo News, é um leitor refinado de Marcel Proust e tradutor de sua opus magna, “Em Busca do Tempo Perdido” (que deve sair pela Companhia das Letras). Na semana passada, ao entrevistar a psicanalista e historiadora francesa Elisabeth Roudinesco, mostrou que seu francês não está afiado e parecia nervoso, tanto que não conseguia pronunciar o nome da autora do livro “Sigmund Freud — Na Sua Época e em Nosso Tempo” (Zahar, 528 páginas, tradução de André Telles).
Na questão do sobrenome, Roudinesco, a biógrafa de Lacan e Freud, teve de corrigi-lo. A impressão que fica, ao menos para o leitor de Sigmund Freud, é que Mario Sergio Conti não se preparou para entrevistá-la. Ou então deu um branco e ele esqueceu parte da pauta.
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O objetivo é reduzir custos com os encargos sociais. Sistema é usado por vários jornais do país
O jornal “Diário da Manhã”, que solicitou recuperação judicial à Justiça — 3ª Vara Cível de Goiânia —, demitiu seus repórteres, como Ulisses Aesse e Renato Dias, nesta semana.
Agora, os profissionais que planejam continuar escrevendo no jornal terão de apresentar nota fiscal (há casos em se usa o sistema de recibos) como prestadores de serviços. Serão pessoas jurídicas, não mais funcionários.
O sistema não é exclusivo do “DM”. Empresas de maior porte, como a “Folha de S. Paulo”, trabalham com um sistema parecido, ainda que nem todos os repórteres recebam pelo mesmo sistema de pessoa jurídica. Argumenta-se que é uma forma de reduzir os custos dos encargos sociais.
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