90890“O Hotel na Place Vendôme — Vida, Morte e Traição no Ritz de Paris” (Intrínseca, 288 páginas, tradução de André Gordirro), de Tilar J. Mazzeo, relata a história de um local que, inaugurado em 1898, faz parte da mitologia francesa. Os autores da Geração Perdida, como Scott Fitzgerald e Ernest Hemingway, se encontravam no bar do hotel.

Quando ocuparam Paris, e parte dos franceses se tornaram colaboradores — suspeita-se até da “boa vontade” de Jean-Paul Sartre (o britânico Paul Johnson não o perdoa) —, os nazistas fizeram uma concessão e não fecharam o Ritz. Por certo, queriam aproveitar do glamour de seus espaços.

O livro entra para minha leitura (Iúri Rincón diz que não leu, mas já o considera maravilhoso; o crítico literário Marcelo Franco leu até os livros que não foram escritos sobre o Ritz), cada vez mais penelopiana. Portanto, menciona trecho do release da Editora Intrínseca: “Em ‘O Hotel na Place Vendôme’, Tilar Mazzeo investiga a história desse marco cultural desde a sua inauguração na Paris de fin de siècle até a era moderna. E, acima de tudo, faz uma crônica extraordinária da vida no Ritz durante a Segunda Guerra Mundial, quando o hotel serviu, ao mesmo tempo, de quartel-general dos mais graduados oficiais alemães e de lar dos milionários que permaneceram na cidade, entre eles Coco Chanel. Mazzeo nos conduz pelos salões de jantar, suítes, bares e adegas do imponente edifício, revelando um território propício para negócios ilícitos e intrigas mortais, além de extraordinários atos de rebeldia e traição”.
A editora acrescenta: “Rico em detalhes e repleto de histórias fascinantes, O hotel na Place Vendôme é uma narrativa impressionante sobre glamour, opulência e extravagância, e também sobre conexões perigosas, espionagem e resistência. Uma viagem inesquecível a um período único e intrigante da história, quando a França — e toda a Europa — sofreu transformações que definiriam o mundo como o conhecemos hoje”.

O release, lógico, é uma publicidade. Mas o assunto é mesmo instigante. Pode ser lido tendo ao lado o livro “Eram Todos Tão Jovens: Gerald e Sara Murphy — Uma História de Amor da Geração Perdida” (Best Seller), de Amanda Vaill.