Por Euler de França Belém
Um deputado do PMDB conta que o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, está profundamente desanimado com a secretária da Saúde, Fátima Mrué. “Como médica, é mesmo uma profissional irretocável. Como gestora, é séria. Mas não sabe administrar a saúde pública.” O deputado peemedebista afirma que Iris Rezende “precisa de uma secretária da Saúde, não de uma cientista que, de certa maneira, vive nas nuvens”. O secretário da Educação, Marcelo Costa, também estaria dando dor de cabeça para Iris Rezende. Aliados do prefeito afirmam que Costa “perdeu” o controle da pasta e que não presta informações precisas ao peemedebista-chefe.
Consta que Iris Rezende, para posar de diplomata, usa Iris Araújo para passar recados mais duros para seus aliados políticos. A verdade, aquela insofismável, não se sabe com precisão. Porém, vereadores comentam que a ex-deputada federal teria cobrado do prefeito de Goiânia uma posição mais dura contra os professores de Goiânia. Intriga do fogo-amigo? Não se sabe. O que se sabe é que o pulso da peemedebista é sempre firme.
Iris Rezende estaria preparando Samuel Belchior para ser vice de Ronaldo Caiado em 2018 Comenta-se que Iris Rezende trabalha para bancar Samuel Belchior na vice de Ronaldo Caiado, em 2018, na disputa pelo governo de Goiás. Um dos Vilelas, possivelmente Daniel Vilela (se não desistir da política), iria a senador. Consta que Samuel Belchior, sob pressão da família, não quer ser vice de Ronaldo Caiado. Mas ele não recusaria um convite de Iris Rezende.
Em 1998, a propaganda tucana carimbou a ideia de panelinha por causa da dupla Iris Araújo e Iris Rezende. Pois a panelinha pode voltar 20 anos depois, em 2018. Mais uma vez, a ex-deputada federal pode prejudicar Iris Rezende.
A Operação Carne Fraca vai enfraquecer o projeto político de dois deputados federais: um governista e o outro, oposicionista. Este, postulante ao governo de Goiás, pode retomar o projeto de disputar a reeleição.
O gestor tucano assegura que vai provar sua inocência na questão da Odebrecht
O MP o quer saber o que há por trás da briga entre os dois executivos
Michel Temer tem confidenciado que Marconi Perillo é, cada vez mais, um player nacional
Tucanato precisa de discurso e comportamentos renovadores, ao estilo de João Dória
A doutora em linguística costuma dizer que não postula mandato, mas certamente será compelida a disputar pelo tucanato
O PT de Goiás, incólume à crise da cúpula nacional, não deve apoiar Daniel Vilela, o da Reforma Trabalhista, nem Ronaldo Caiado, que é da direita
Ex-senador recebeu dinheiro da empreiteira mas passou para o esquema irista, segundo Operação Lava Jato
Irismo comemorou “queda” dos Vilelas, mas lamentou quando Iris Rezende também foi pego no esquema da Odebrecht
O vilelismo enfraqueceu Iris Rezende e quer se manter como grupo hegemônico no PMDB
Os dois líderes do vilelismo em Goiás, o deputado federal Daniel Vilela e o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela, não têm o mínimo de simpatia pela candidatura de Ronaldo Caiado, do DEM, a governador de Goiás.
Daniel e Maguito Vilela vão trabalhar, por enquanto em silêncio, para bancar um candidato a governador. O ex-prefeito insiste que o postulante do PMDB será seu filho, Daniel Vilela. Mesmo que ele tenha de responder a inquérito na Operação Lava Jato, sob acusação de ter recebido dinheiro da Odebrecht via caixa 2.
O prefeito, do PTB, adota métodos modernos de gestão e desagrada políticos tradicionais

