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Senadores aprovam também a convocação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto CostaValter Campanato A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga irregularidades na Petrobras aprovou hoje (27) por unanimidade cinco requerimentos. Fazem parte da lista os que pedem acesso à documentação da Operação Lava Jato – que corre sob segredo de Justiça – e as cópias de processos em análise no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que tratam da troca de ativos entre a Petrobras e a Repsol YPF, no caso da Refinaria de Bahia Blanca, na Argentina. Os senadores também aprovaram a convocação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa – preso até a semana passada na Operação Lava Jato. Ele é investigado por envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, suspeito de comandar um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões. Paulo Roberto Costa deixou a carceragem da Polícia Federal, no Paraná, há duas semanas, onde estava preso desde março. Com uma reunião esvaziada, na semana passada, esses mesmos requerimentos não foram votados por falta de quórum, por isso, desta vez, o presidente do colegiado, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) mudou a estratégia e garantiu quórum com oito dos 13 titulares no início da reunião. Mais uma vez sem a presença de parlamentares da oposição, neste momento, os senadores ouvem a presidenta da Petrobras, Graça Foster. Esta é a terceira vez que a executiva vem ao Congresso e a segunda, ao Senado, explicar denúncias de irregularidades envolvendo a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). Ao falar às comissões de Assuntos Econômicos e de Meio Ambiente, em abril, Graça Foster reconheceu que a aquisição “não foi um bom negócio” e admitiu que a transação resultou em um prejuízo de US$ 530 milhões à estatal. Apesar da expectativa de instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito amanhã (28), Vital do Rêgo e o relator na comissão, José Pimentel (PT-CE), dizem que vão continuar cumprindo o cronograma de trabalho aprovado na primeira reunião do colegiado. Eles confirmaram que vão ouvir nesta quinta-feira (29) o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) José Jorge e o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada. José Jorge é o relator do processo no TCU, que investiga desde março de 2013 supostas irregularidades na compra da Refinaria de Pasadena. Já Jorge Luiz Zelada, ex-diretor da área Internacional da estatal, que deixou o cargo em julho de 2012, é apontado como responsável pelo resumo executivo que recomendou a compra dos 50% restantes da Refinaria de Pasadena.
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Aécio Neves: pressão em defesa do DEM | Foto: Reprodução George Gianni /Veja[/caption]
O DEM se tornou, no país, quase um partido nanico, mas com políticos ideologicamente consistentes. Não indicará o vice-presidente na chapa do tucano Aécio Neves — que prefere compor com um tucano de São Paulo, como José Serra. Comentou-se que o executivo Henrique Meirelles, do PSD, poderia ser o vice do tucano, mas o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, presidente do partido, decidiu apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Portanto, Meirelles está descartado. Porém, como terá o apoio do DEM, o senador mineiro quer atender a prioridade política número um do partido para 2014: ampliar sua bancada de senadores. Por isso, acatando pedido do senador Agripino Maia e do prefeito de Salvador, ACM Neto, Aécio sugeriu ao governador Marconi Perillo que apoie o deputado federal Ronaldo Caiado para senador. O democrata goiano quer aliar-se ao tucano-chefe porque seu partido já o apoia.
Ocorre que, para indicar Caiado, Marconi teria de fazer uma reengenharia na chapa majoritária, hoje fechada com Vilmar Rocha para senador e José Eliton mantido na vice-governadoria. Esta é a chapa que o tucano-chefe quer. Pode até mudá-la, mas é a chapa que avalia como “da base”.
Ao contrário do que se comentou, Marconi não disse a Aécio Neves que, sim, vai abrir espaço para Caiado. O tucano-chefe tem avaliado com seus companheiros se vale a pena ter um apoio circunstancial e conflituoso como o de Caiado. Uma vez eleito senador, mas a eleição para governador ficando para o segundo turno, o democrata faria campanha para o tucano? Não se sabe. O que se comenta, na base marconista, é que, para quem quer manter aliança, Caiado mostra-se tímido e, sobretudo, distante da base.
Senador por Goiás teve requerimento que convocava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitado. Tucano classifica sua presença na comissão de mera “provocação”
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Marconi Perillo: goverandor, na verdade, quer aliança ampliada | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Um aliado do governador Marconi Perillo, dos mais próximos, disse ao Jornal Opção: “Por birra, o governismo, que está reagindo com raiva e sem razão, está ‘entregando’ o deputado federal Ronaldo Caiado de mão-beijada à oposição, possivelmente ao PMDB de Iris Rezende. Fica-se com a impressão de que tucanos, pepistas e pessedistas não então entendendo que é mais inteligente ‘entregar’ o mandato de senador a Caiado e ‘permanecer’ com o governo do Estado. Ir para uma eleição, ‘carregando’ candidatos ‘pesados’, tendo como argumento a tese da ‘lealdade’ — sabendo que um político da base ‘traiu’ Caiado —, é suicídio. Nós precisamos entender que Marconi está crescendo, está se consolidando como o candidato mais sólido, mas precisa de apoio novo e consistente para ganhar a eleição. Quem dispensa um Caiado certamente não está pensando no projeto maior, que é reeleger Marconi, e sim em projetos pessoais. Quem não entrega os anéis às vezes perde os dedos”.
Na semana passada, espalhou-se na base governista, como rastilho de pólvora, que Marconi havia desistido de compor com Caiado. Não desistiu. Mas é fato que avalia que o democrata precisa se aproximar da base governista de maneira efetiva.

