Se aprovado o impeachment, Dilma será notificada já na quinta (12/5)

Presidente deve deixar o cargo provisoriamente após a sessão desta quarta-feira (11). Sessão já está em curso no Senado

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Senado na manhã desta quarta-feira (11/5) | Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

Antes da sessão que pode aprovar a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), informou que, caso seja aprovado o processo, ela será notificada já nesta quinta-feira (12/5).

“Caso ocorra, a citação será feita amanhã”, disse. Isso significa que, a partir de amanhã, a presidente fica afastada da função por até 180 dias. Quem assume o cargo é o atual vice-presidente, Michel Temer (PMDB).

A sessão extraordinária para votar a instauração do processo de impedimento da presidente da República, Dilma Rousseff, começou às 10 horas desta quarta (11).

Os senadores votarão o relatório da Comissão Especial do Impeachment sobre a admissibilidade do processo contra Dilma. O parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) é favorável à continuidade do processo por considerar que há indícios de que a presidente praticou crime de responsabilidade

Os oradores inscritos, contra e a favor do parecer da Comissão Especial do Impeachment, falarão alternadamente por até 15 minutos cada um e apenas uma vez. Não será permitida orientação da bancada pelos líderes e também não serão permitidos apartes. “Como esse é um julgamento, qualquer orientação de líderes ajudaria a partidarizar o assunto, o que não é bom que aconteça”, ponderou o presidente Renan Calheiros.

Até agora, já estão inscritos 76 parlamentares. Como cada senador terá 10 minutos para discutir e mais cinco minutos para encaminhar o voto, a expectativa é de que sejam mais de 15 horas de sessão, dividida em três blocos: de 9 às 12 horas; das 13 às 18 horas; e das 19 horas até o termino da votação.

Nessa primeira fase, é necessária a metade, mais um, do número dos senadores presentes. Assim, em princípio, seriam 41 votos (caso todos os 81 senadores estejam presentes) para que o impeachment siga adiante ou seja arquivado. Caso a maioria simples opte pelo afastamento, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume a Presidência.

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