Resultados do marcador: Prefeitura de Goiânia
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Jayme Rincón (da Agetop) , gestor arrojado e não-burocrático, é o nome chave da base tucana | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Pelas regras eleitorais, não se pode dizer, no momento, que o político “x” ou “y” é candidato a prefeito. Deve-se usar pré-candidato, embora, às vezes, ele nem mesmo pode ser considerado assim. O fato é que, se quiser, o presidente da Agetop, Jayme Rincón, será o candidato a prefeito de Goiânia pelo PSDB, em 2016. É definitivo: trata-se do nome preferido do governador de Goiás, Marconi Perillo.
Pode-se dizer que Jayme Rincón, dada sua capacidade como gestor e de escapar aos tentáculos da burocracia, é o nome que o tucano-chefe avalia como capaz de “revolucionar” Goiânia. Trata-se do plano “a”.
Porém, como políticos experimentados não trabalham apenas com um plano, Marconi Perillo, embora não discuta isto abertamente, tem pelo menos mais dois ou três.
O plano “b” seria o deputado federal Giuseppe Vecci — um gestor experimentado e criativo.
Marconi Perillo prefere que o candidato a prefeito seja do PSDB. Mas os planos “c” e “d” incluem integrantes de sua base política — Thiago Peixoto e Virmondes Cruvinel, ambos do PSD. O deputado Waldir Soares, do PSDB ou do PDW (Partido do Delegado Waldir), é outra alternativa — o plano “e”.
Na semana passada, dois políticos exibiam números de uma pesquisa feita em Goiânia (mais para consumo interno). Iris Rezende, do PMDB, permanece em primeiro lugar, com números bem acima do segundo colocado. A surpresa é exatamente o segundo colocado — que não é mais Vanderlan Cardoso, do PSB — e sim o deputado federal-delegado Waldir Soares, do PSDB (mas a caminho de um partido pelo qual posso disputar a eleição). A pesquisa mostra Iris com o dobro de intenções de voto sobre Waldir Soares e este tem quase o dobro em relação a Vanderlan Cardoso. A ascensão do delegado talvez seja o dado mais relevante do levantamento. A deputada estadual petista Adriana Accorsi é a quarta colocada, com menos da metade das intenções de Vanderlan Cardoso. Jayme Rincón, do PSDB, é o quinto colocado. Um deputado conta que o levantamento foi feita por um professor da UFG que é especializado tanto em pesquisas qualitativas quanto quantitativas. “Suas pesquisas são muito criteriosas”, sublinha o parlamentar. Detalhe da pesquisa: mais de 30% do eleitores dizem que não vão votar em nenhum candidato. Sugerem que estão radicalizados. Pode ser uma consequência do petrolão e da desmoralização do PT.
Alerta do presidente da Agetop e pré-candidato em 2016 diz respeito à antecipação de nomes alimentada pelo deputado federal, seu principal concorrente em 2016
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Foto: Renan Accioly[/caption]
Dois advogados suspeitam que, se estiver condenado por improbidade administrativa — o processo está no Tribunal de Justiça de Goiás —, o empresário Vanderlan Cardoso não poderá disputar a Prefeitura de Goiânia em 2016.
Talvez seja por isso que Vanderlan Cardoso não demonstre tanto ânimo e teria chegado a oferecer a vaga de candidato para o ex-reitor da UFG Edward Madureira.
No momento, Jayme Rincón é o pré-candidato mais sólido pelo PSDB. Waldir Soares e Giuseppe Vecci são o plano B
Empresário que esteve à frente de Senador Canedo diz que busca projeto político “mais profissional”. Lúcia Vânia filiou-se ao partido com essa missão, segundo relatou
Pesquisa mostra que 30% dos eleitores da capital não votariam no ex-prefeito do PMDB
Segundo deputado, PSD colocará nomes para disputar pelo grupo de sustentação em 2016. Secretário Vilmar Rocha e Francisco Júnior são cotados
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Iris Rezende pode ser atropelado por Vanderlan Cardoso ou por Jayme Rincon, que, além de gestores, representam mais o novo | Fotos: Fernando Leite[/caption]
Os peemedebistas, mesmo os que não têm muita simpatia por seu estilo trator de esteira, garantem que Iris Rezende será candidato a prefeito de Goiânia em 2016, quando terá 83 anos, pelo PMDB. O peemedebista-chefe é um político paradoxal. As pesquisas sugerem, no momento, que é, mesmo, o candidato com mais apelo popular. Ao mesmo tempo, depois de disputar várias eleições, mantém seu prestígio quase intocado. Portanto, trata-se de um candidato imbatível? Não.
O paradoxo é exatamente este: Iris Rezende é o candidato mais forte e, ao mesmo tempo, o mais fácil de ser derrotado. Parece confuso, mas não é.
Dependendo dos candidatos a prefeito, Iris tende a ser eleito com facilidade. Um Waldir Soares pode assustá-lo, inicialmente, mas tende a perder para o peemedebista. O motivo é simples: trata-se de um gestor experimentando contra um político que administrou no máximo uma delegacia de polícia. Porém, se enfrentar gestores consistentes e que consigam articular um marketing político eficiente e sugerir que representam forças renovadoras e modernizadoras, pode perder.
Vanderlan Cardoso (PSB) é consistente como gestor — foi prefeito de Senador Canedo, eficiente, e dirige a Cicopal, uma grande empresa — e eleitoralmente, pois disputou duas vezes o governo do Estado. Pesquisas indicam que está atrás de Iris Rezende, mas bem posicionado. O que lhe falta é um discurso mais moderno e cosmopolita, menos provinciano.
Jayme Rincón (PSDB), presidente da Agetop, é consagrado como um gestor de alta eficiência. É o principal responsável pelo fato do governo de Marconi Perillo conseguir arrancar grandes obras do papel e construí-las em tempo quase recorde. Politicamente, não tem experiência.
Mas, como aprecia política e é articulado, pode formatar um marketing eficiente e se apresentar como o fato novo e dinâmico da disputa de 2016. Se conseguir identidade com o eleitor goianiense — que é moderno — nem Iris nem Vanderlan conseguirão segurá-lo.
O deputado federal Waldir Soares diz que pretende disputar a Prefeitura de Goiânia pelo PSDB. “Só saio do partido se sentir que fui preterido. Quero que o partido aponte as regras para definir o candidato a prefeito até outubro. Convenhamos, não é pedir muito.”
Waldir diz que tem sido assediado em Brasília e em Goiânia por líderes de quase todos os partidos. O deputado se tornou o objeto do desejo dos partidos. “Sou o noivo preferido”, exulta. “Espero que o PSDB queira se casar comigo e não me obrigue a buscar outra noiva.” Ele afirma que mantém relacionamento com políticos inclusive do PMDB. “Iris Rezende, José Nelto e Bruno Peixoto me respeitam. Em 2014, Iris tentou me convencer a disputar mandato de deputado estadual pelo PMDB, mas eu queria disputar mandato de deputado federal. Ele chegou a sugerir que poderia me apoiar para prefeito, em 2016.”
Pesquisas registram sua ascensão. “Serpes e Fortiori apontaram que eu estava em terceiro e, depois, em segundo lugar. Agora, sei que lidero as pesquisas de intenção de voto.”
Waldir diz que Iris possivelmente disputará a prefeitura. “Sei que sua família não quer. Há o problema da idade [83 anos, em 2016], uma campanha em Goiânia é muita dura e o PMDB precisa se renovar. Observe-se que Marconi Perillo sempre retirou bons nomes do PMDB, como Thiago Peixoto e, agora, Marcelo Melo. Mas os líderes do peemedebismo são os mesmos desde 1982 pelo menos. A população percebe isto, nota que não há renovação de quadros.”
Os políticos “ouvem mas às vezes não captam bem o sentimento das ruas”, na avaliação de Waldir. “Os eleitores cobram renovação e não querem ‘dinossauros’. E não querem políticos envolvidos em esquemas.”
Ao que dizem que mal foi eleito deputado, Waldir já está planejando disputar uma prefeitura, o deputado assinala: “Na verdade, não estou abandonando meu mandato. Mas percebo que os eleitores me querem num cargo executivo para que possa fazer as coisas que prego aqui e agora. Um prefeito, se quiser, pode colaborar para melhorar a segurança de sua cidade”.
Vocacionado para a vida pública, Waldir diz que é um político full time. “Minha mulher disse a um repórter que, se quiser ficar perto de mim, precisa me acompanhar aos eventos. Na sexta-feira, pensei em levar meus filhos à escola, mas não consegui.” Na sexta-feira, 28, quando falou com o Jornal Opção, o deputado-delegado estava indo para um casamento coletivo em Goianira, cidade do entorno de Goiânia. “Eu não paro.”
O que o governador Marconi Perillo diz a Waldir quando conversam? “Recentemente, Marconi saiu de Goiânia e me procurou em Brasília. Ele me disse que não tinha candidato definido a prefeito de Goiânia e que as regras seriam ‘claras’. As regras para a disputa da capital, assim como de outras cidades, devem ser decididas em nível nacional, inclusive com a participação do presidente do PSDB, Aécio Neves.”
No domingo, 30, Waldir irá para Curitiba, onde, com outros integrantes da CPI da Petrobrás, vai ouvir envolvidos na Operação Lavo Jato-Petrolão. “Aproveitei e agendei uma visita ao prefeito da capital do Paraná. Curitiba é uma cidade-modelo em várias áreas. Quero informações precisas sobre reciclagem de lixo e transporte coletivo.”
Aos que dizem que não tem experiência com gestão, Waldir corrige: “Podem dizer que não tenho experiência como gestor-prefeito, mas, no Paraná, trabalhei com o ex-prefeito e arquiteto Jaime Lerner. Eu fui auditor fiscal em Curitiba. Vou dizer uma coisa que até parece heterodoxa. Na primeira campanha para deputado, em 2010, obtive 40 mil votos. Foi uma campanha franciscana, mas organizada e bem administrada. Em 2014, mesmo sem recursos financeiros, planejei minha candidatura e obtive quase 300 mil votos — um recorde histórico em Goiás. O que usei na campanha? Marketing, gestão e criatividade, como uso inteligente das redes sociais, mantendo-me em contato direto com os eleitores. Minha campanha deveria ser examinada com mais atenção pelos meus críticos. Foi uma grande campanha com custo reduzido e isto se deve ao fato de eu ter noções de gestão. Não tenho igreja e não há grupos por trás de mim. Nas delegacias nas quais trabalhei, fui um gestor eficiente. O que há, e muito, são preconceitos contra mim”.
Cansado (se se poder assim) de ser vereador, Anselmo Pereira trabalha, em tempo quase integral, para ser o vice de Jayme Rincón na disputa da Prefeitura de Goiânia em 2016. É a última cartada de Anselmo Pereira.
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