Resultados do marcador: Prefeitura de Goiânia
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Giuseppe Vecci, Vanderlan Cardoso, Luiz Bittencourt, Waldir Soares terão de pisar forte na pré-campanha[/caption]
Pode-se dizer que há dois processos sucessórios: aquele que ocorre nos bastidores e aquele que é noticiado pela imprensa. No momento, há uma pré-campanha acirrada, com forte articulação entre os líderes dos partidos. Todos argumentam que, como a campanha oficial será pequena, pouco mais de 40 dias, a consolidação dos nomes e mesmo de suas ideias não poderá esperar o programa de televisão. Por isso a pré-campanha será tão (ou mais) importante quanto a campanha em si. Quem esperar para pôr o bloco na rua depois do carnaval pode dançar, quem sabe, o samba do adeus.
O ex-deputado Luiz Bittencourt, com sua atividade frenética, tem sido útil para puxar os demais “corredores” da “maratona eleitoral de 2016”. Alguns aparentavam dormir, porém, como o petebista passou a ocupar espaço, decidiram se mexer. O peemedebista Iris Rezende, preocupado com a ascensão do deputado Waldir Delegado Soares, do PSDB — segundo colocado nas pesquisas —, e com o ressurgimento de Luiz Bittencourt, decidiu antecipar a tática que estava preparando tão-somente para depois de março de 2016: rompeu com o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, e com o PT. As críticas contundentes de Agenor Mariano ao prefeito da capital fazem parte do discurso de Iris Rezende de que será candidato de oposição tanto ao PT quanto ao governo de Marconi Perillo. O cacique “falou” pela boca do vice-prefeito da capital ao demarcar seu território, quer dizer, ao sugerir que não tem compromisso com um partido “queimado”, o PT, e com a gestão de Paulo Garcia.
Waldir Soares está numa encruzilhada. Quer ser o candidato do PSDB a prefeito de Goiânia, mas sabe que não está na fila do partido. Por isso, espera a aprovação da “janela” para buscar pouso noutra paragem. Eleitoralmente forte, busca passar a imagem de que tem condições de governar uma metrópole. Seu marketing orbita em torno de uma crítica firme à gestão petista e certa equidistância do governo do Estado.O PSDB decidiu: vai bancar o deputado federal Giuseppe Vecci ou o presidente da Agetop, Jayme Rincón. Ambos são consistentes e consolidados como gestores eficientes e formuladores de ideias novas de como administrar o setor público. Precisam ser mais conhecidos. É o desafio. O tucanato precisa antecipar a divulgação de seu nome para que possa ser trabalhado antes que outros nomes se consolidem.
A senadora Lúcia Vânia (PSB) tem uma missão: conseguir convencer Vanderlan Cardoso de que deve pensar mais em Goiânia do que em Senador Canedo, sua Ítaca. Mesmo um observador atento às vezes fica com a impressão de que o empresário vai enfrentar não Iris Rezende e Waldir Soares, e sim o prefeito de Senador Canedo, Misael Oliveira.
O PT tem quatro nomes — Luis Cesar Bueno, Humberto Aidar, Edward Madureira e Adriana Accorsi —, mas nenhum candidato. Pior: não conseguiu formular como vai se conduzir no processo sucessório. A crise nacional do partido “paralisou” suas ações regionais. O PSD, que estaria decidido a ser cabeça e não mais cauda, tende a bancar Virmondes Cruvinel. O partido precisa, porém, ser mais ousado.
O PP pode bancar Sandes Júnior para prefeito? Pode, e o senador Wilder Morais tem falado a respeito. Mas a tendência é que Sandes Júnior seja vice de Jayme Rincón ou de Giuseppe Vecci. Seria a união da qualidade técnica de Rincón ou Vecci com a popularidade do deputado federal.
O fato é que uma pré-campanha forte vai decidir a campanha. Aquele que não fazer uma pré-campanha sólida tende a chegar fora de forma em outubro de 2016. A musculatura do candidato só cresce se a pré-campanha, desde já, funcionar como uma campanha antecipada. Uma coisa é certa: “mergulhar” é suicídio
Pré-candidato a prefeito de Goiânia pelo PMDB, Iris Rezende definiu, na semana passada, que seu vice será Agenor Mariano, de seu partido, ou um nome indicado pelo senador Ronaldo Caiado, do DEM.
Edilberto Dias, titular da CGM, vai ocupar o cargo no lugar de Ormando Pires. Ele diz que ideia de Paulo Garcia amadureceu após diagnóstico na empresa municipal
Peemedebistas disseram ao Jornal Opção que Iris Rezende (PMDB) acredita, piamente, que será eleito prefeito de Goiânia, em 2016, com ou sem coligação com outro partido forte ou relativamente forte. Por isso, avalia que pode disputar o pleito com chapa pura — por exemplo, com Agenor Mariano como vice. Durante algum tempo, Iris Rezende articulou para ter o deputado Henrique Arantes (PTB) como vice. Antes, a pedido de Iris Araújo, sugeriu, à sua maneira enviesada, a Armando Vergílio que indicasse o filho, o deputado federal Lucas Vergílio (Solidariedade). Comenta-se que Ronaldo Caiado pode bancar Joel Sant’anna Braga, do DEM, para vice do peemedebista-chefe. Sant’Anna é irmão do deputado Alexandre Baldy. O senador apoia Baldy para prefeito de Anápolis.
O governador e o ex-deputado falaram de política, da disputa pela Prefeitura de Goiânia e sobre a vida
De um tucano de alta plumagem: “Waldir Soares é mais popular, mas Virmondes Cruvinel é mais qualificado”. O mesmo tucano avalia que, na hora agá, se Waldir Soares não sair do páreo, e continuar consistente eleitoralmente, talvez seja possível uma chapa com os dois políticos. Waldir Soares para prefeito e Virmondes Cruvinel para vice-prefeito. O segundo daria mais consistência, em termos de conteúdo, ao primeiro. E o primeiro daria mais consistência, em termos de voto, ao segundo. No momento, o único político da base governista que está na cola de Iris Rezende é mesmo Waldir Soares.
Numa solenidade da Agehab na sexta-feira, 6, a senadora Lúcia Vânia elogiou o governador Marconi Perillo. De maneira entusiástica. Os dois tendem a caminhar juntos em 2018. Em 2016, se Vanderlan Cardoso for para o segundo turno, Lúcia Vânia deve trabalhar para conquistar o apoio do tucano-chefe. Se for contra Iris, o apoio é praticamente certo.
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Foto: Renan Accioly / Jornal Opção[/caption]
Nas conversas com aqueles que avalia como “aliados” — pouquíssimos —, o deputado federal Waldir Soares tem dito, sem meias palavras, que não vai participar das prévias do PSDB. “Quem acredita que irá às prévias não percebe como funciona a cabeça do delegado. Ele acredita que as prévias têm cartas marcadas e o objetivo é segurá-lo no partido e evitar que dispute a Prefeitura de Goiânia por outro partido”, afirma um político que conhece o pós-tucano.
O projeto de Waldir Soares é, sem tirar nem pôr, o seguinte: planeja a eleição de 2016 como opositor ao prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), e ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Sua teoria é que o eleitorado de Goiânia é crítico e maciçamente de oposição e vai escolher um gestor que conseguir se apresentar como independente de todos os grupos e livre de amarras políticas e empresariais.
Há um problema que Waldir Soares não está considerando. A eleição de Goiânia é, em geral, de dois turnos. Se atritar-se na pré-campanha e na campanha com vários grupos políticos, se for para o segundo turno, como vai fazer para conquistar novos apoios? Na política, tão ruim quanto não ter táticas e estratégia, é ter táticas e estratégia demais. Parece ser o caso, quiçá a paranoia, do delegado-deputado.
Os pré-candidatos do PSB e do PSDB a prefeito de Goiânia, Vanderlan Cardoso e Jayme Rincón, são gestores experimentados e são relativamente jovens. Os eleitores possivelmente pensarão nisto em 2016. Perto de Iris Rezende, em termos de idade, a dupla é quase criança.
Há quem aposte que Luis Cesar Bueno (PT) pode ser vice não de Iris Rezende, e sim do candidato tucano em Goiânia. Absurdo? Nem tanto. Hoje, o prefeito Paulo Garcia (PT) está mais ligado ao governador Marconi Perillo (PSDB) do que a Iris Rezende (PMDB), que, em toda oportunidade, sempre diz que o petista-chefe é “esforçado”, o que, em política, é o mesmo que não criativo. A questão de fundo é que Iris Rezende está se aliando ao maior desafeto político do PT em Brasília — o DEM do senador Ronaldo Caiado.
O deputado federal-delegado Waldir Soares pôs duas ideias na cabeça e não as retira nem com fórceps. Primeira: vai ser candidato a prefeito de Goiânia de qualquer maneira. É incontornável. Segunda: as prévias do PSDB “terão cartas marcadas”, quer dizer, foram articuladas para bancar o presidente da Agetop, Jayme Rincón, ou o deputado federal Giuseppe Vecci. Não é assim que pensam o governador de Goiás, Marconi Perillo, e o presidente do PSDB, Afrêni Gonçalves. Mas é assim que pensa o campeão de votos do Estado. A tese de Waldir Soares é a seguinte: se disputar as prévias e perder não poderá disputar a prefeitura. Porque, se sair do PSDB após disputar prévias, será apontado como traidor. Por isso não vai para as prévias. Vai, isto sim, sair do partido.
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Iris Rezende está bem e seus adversários “podem ficar intranquilos” | Foto: Alexandre Parrode[/caption]
Na semana passada, depois de ouvir de um político e de um marqueteiro que Iris Rezende, possível candidato do PMDB a prefeito de Goiânia, estaria doente, tendo inclusive viajado para São Paulo para fazer exames médicos, um repórter do Jornal Opção foi a campo conferir a “informação”. “Iris está doente e não vai disputar a eleição”, sublinhou o marqueteiro. “Iris não tem condições físicas de disputar uma eleição altamente competitiva”, frisou o político.
O Jornal Opção ouviu três políticos ligados a Iris Rezende. Todos são habitués de seu escritório político e, eventualmente, de seu apartamento no Setor Marista. Eles dizem que o ex-prefeito de Goiânia “está muito bem de saúde”. Um dos iristas disse: “A saúde de Iris é tão boa que ele ainda vai ‘enterrar’ muita gente boa”.
Um peemedebista histórico corroborou: “Iris Rezende só fica ‘mal’, quando fica, se não está fazendo política. Seu oxigênio e seu alimento mais importante são a política — não há outros. O ex-governador rejuvenesce quando disputa eleições ou mesmo quando apenas discute política”.
O ex-deputado estadual Lívio Luciano, um dos políticos mais ligados a Iris Rezende, é peremptório: “Iris doente? Nada disso. Só se o ‘adoeceram’ por ‘medo’ de enfrentá-lo nas eleições de 2016. Estivemos juntos a alguns minutos e o ex-prefeito de Goiânia estava muito bem. Está mais sadio do que eu, e com uma memória excepcional”.
Lívio Luciano frisa que a “energia de Iris é impressionante”. O ex-deputado garante que ele faz política, ouvindo as pessoas e orientando-as, cerca de 15 horas por dia. “É sua vocação. Iris não para e aprecia conversar com as pessoas.”
Mas Iris Rezende esteve ou não em São Paulo para, discretamente, fazer alguns exames? “Não esteve”, assegura Lívio Luciano. “Seus adversários políticos podem ficar intranquilos”, ironiza o ex-deputado.
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Jayme Rincón (da Agetop) , gestor arrojado e não-burocrático, é o nome chave da base tucana | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Pelas regras eleitorais, não se pode dizer, no momento, que o político “x” ou “y” é candidato a prefeito. Deve-se usar pré-candidato, embora, às vezes, ele nem mesmo pode ser considerado assim. O fato é que, se quiser, o presidente da Agetop, Jayme Rincón, será o candidato a prefeito de Goiânia pelo PSDB, em 2016. É definitivo: trata-se do nome preferido do governador de Goiás, Marconi Perillo.
Pode-se dizer que Jayme Rincón, dada sua capacidade como gestor e de escapar aos tentáculos da burocracia, é o nome que o tucano-chefe avalia como capaz de “revolucionar” Goiânia. Trata-se do plano “a”.
Porém, como políticos experimentados não trabalham apenas com um plano, Marconi Perillo, embora não discuta isto abertamente, tem pelo menos mais dois ou três.
O plano “b” seria o deputado federal Giuseppe Vecci — um gestor experimentado e criativo.
Marconi Perillo prefere que o candidato a prefeito seja do PSDB. Mas os planos “c” e “d” incluem integrantes de sua base política — Thiago Peixoto e Virmondes Cruvinel, ambos do PSD. O deputado Waldir Soares, do PSDB ou do PDW (Partido do Delegado Waldir), é outra alternativa — o plano “e”.
Na semana passada, dois políticos exibiam números de uma pesquisa feita em Goiânia (mais para consumo interno). Iris Rezende, do PMDB, permanece em primeiro lugar, com números bem acima do segundo colocado. A surpresa é exatamente o segundo colocado — que não é mais Vanderlan Cardoso, do PSB — e sim o deputado federal-delegado Waldir Soares, do PSDB (mas a caminho de um partido pelo qual posso disputar a eleição). A pesquisa mostra Iris com o dobro de intenções de voto sobre Waldir Soares e este tem quase o dobro em relação a Vanderlan Cardoso. A ascensão do delegado talvez seja o dado mais relevante do levantamento. A deputada estadual petista Adriana Accorsi é a quarta colocada, com menos da metade das intenções de Vanderlan Cardoso. Jayme Rincón, do PSDB, é o quinto colocado. Um deputado conta que o levantamento foi feita por um professor da UFG que é especializado tanto em pesquisas qualitativas quanto quantitativas. “Suas pesquisas são muito criteriosas”, sublinha o parlamentar. Detalhe da pesquisa: mais de 30% do eleitores dizem que não vão votar em nenhum candidato. Sugerem que estão radicalizados. Pode ser uma consequência do petrolão e da desmoralização do PT.
Alerta do presidente da Agetop e pré-candidato em 2016 diz respeito à antecipação de nomes alimentada pelo deputado federal, seu principal concorrente em 2016

