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Apenas uma pessoa aparece na fotografia da primeira página, mas o jornal fala em “grande público"
“Uma imagem vale mais do que mil palavras” é uma frase célebre. Mas, embora pareça perfeita, não o é inteiramente. Tanto que Millôr Fernandes, o filósofo do humor, rebate: “Agora diga isto sem palavras”. No mundo do jornalismo, as imagens — fotografias — são fundamentais. Por vezes, provam o fato, até mais do que o texto — além de comover e, não raro, chocar. Mas há momentos nos quais, por descuido do editor, a fotografia destoa da reportagem e acaba não dizendo praticamente nada.
Na capa de “O Popular” de sexta-feira, 10, há uma fotografia plasticamente bonita. O fundo amarelo realça a evolução de um jovem numa pista de skate, no parque recém-inaugurado pelo governo de Goiás no Autódromo Internacional de Goiás. Mas a foto contradiz o texto, que funciona como legenda. O editor escreveu: “Uma semana após inaugurado, parque junto do Autódromo atrai grande público”. Só há uma pessoa na fotografia da capa.
Na foto interna, na página 22, aparecem nove pessoas divertindo-se com skates. Do lado de fora da pista, há cinco pessoas. Quatorze pessoas não é o mesmo que “grande público”. A repórter Carol Almeida prefere “bom público”.
Os problemas apontados pelos usuários — a tinta da pista de skate atrapalha a aderência e a tabela da quadra de basquete (e outros esportes) “está errada” — são mencionados na reportagem, mas não nos títulos, subtítulos e legendas. As fotografias da capa e internas são de Cristiano Borges.
Mas uma coisa é certa: o Parque Marcos Veiga Jardim ficou mesmo muito bom. Trata-se de uma excelente iniciativa do governo de Marconi Perillo e feito graças à competência de Jayme Rincón.

[caption id="attachment_3894" align="alignright" width="620"] Marconi Perillo (governo), Vilmar Rocha (vice) e Ronaldo Caiado (Senado): esta a chapa apontada como forte para derrotar uma chapa peemedebista com Júnior Friboi e Iris Rezende | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Na semana passada, o Jornal Opção ouviu de um dos auxiliares mais próximos do governador Marconi Perillo: “Uma composição com Ronaldo Caiado, se não é impossível, é muito difícil”. O motivo? “Nos últimos anos, o deputado federal do DEM tem jogado duramente contra o nosso projeto. Se dependesse dele, estaríamos na chapada.” Detalhe: este auxiliar é ouvido com frequência pelo tucano-chefe.
Entretanto, outro auxiliar de Marconi, quase tão importante quanto o citado acima, apresenta outra visão. “Decisivo mesmo é manter o governo, os dedos. O anel, o Senado, pode ficar para Caiado. Por que não?” E acrescenta: “Uma candidatura de Iris Rezende ao Senado tende a ‘puxar’ Caiado para nossa chapa. Iris, muito forte, exige um contrapeso sólido”.
O marconista, da intelligentsia tucana, diz que Caiado soma duplamente. “Primeiro, em termos eleitorais, porque atrai voto ‘novo’ para Marconi. Trata-se de um voto externo, que não é nosso. O voto interno, porque já é nosso [o auxiliar está citando, indiretamente, o deputado federal Vilmar Rocha e o vice-governador José Eliton], não é relevante para o projeto governista. É possível que Caiado atraia cerca de 150 mil eleitores. Segundo, Caiado acrescenta muito na campanha, se fizer um discurso duro e cortante contra os adversários. Ele bate com firmeza, com rara competência, tanto no PT de Antônio Gomide-Dilma Rousseff quanto naquilo que Júnior Friboi representa, os frigoríficos que penalizam os produtores.”
O discurso forte de Caiado, na opinião do auxiliar, abriria espaço para Marconi apresentar uma agenda mais ofensiva e propositiva — escapando à agenda defensiva. O tucano, portanto, ficaria menos exposto. “O PP e o PSD têm tempo de televisão, e isto é importante e necessário, mas não é suficiente. É preciso agregar novos votos.”
O auxiliar anterior contrapõe: “Mas, se nos aliarmos a Caiado, o que vamos dizer ao eleitorado? O que o próprio deputado vai dizer? A situação é complicada tanto para o tucano quanto para o democrata.”