Grupo de vítimas de dentista investigada reúne 18 pacientes; entenda os relatos e veja as sequelas
29 maio 2026 às 18h19

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Vítimas que acusam a dentista Valéria Martins Ribeiro, que atuava no Setor Bueno, em Goiânia, se organizaram em um grupo de WhatsApp para compartilhar relatos e acompanhar o andamento das denúncias. O grupo já reúne 21 participantes.
Ao Jornal Opção, as integrantes afirmaram que, ao menos 18 delas, se consideram vítimas diretas de procedimentos que teriam sido realizados de forma irregular.
Valéria se apresentava nas redes sociais como “Nº 1 em Lipo de Papada”, acumulava mais de 74 mil seguidores e afirmava ter atendido cerca de 2.500 pacientes ao longo da carreira. Após a repercussão do caso, a profissional desativou seus perfis nas redes sociais.
No entanto, a investigação aponta que, embora estivesse regularmente registrada como cirurgiã-dentista, ela não possuía habilitação para realizar cirurgias plásticas ou determinados procedimentos de cirurgia bucomaxilofacial que são alvo da apuração policial.
Entre os procedimentos que, segundo a investigação, não poderiam ser realizados por dentistas estão a alectomia, a blefaroplastia, o lifting de sobrancelhas, a otoplastia, a rinoplastia e a ritidoplastia. Também são citadas intervenções em outras áreas anatômicas da cabeça e do pescoço.
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Relatos das vítimas
Em áudios compartilhados entre supostas vítimas da dentista investigada, pacientes relatam dificuldades para acompanhar o andamento das denúncias. Elas também buscam reunir mais pessoas para formalizar registros contra a profissional.
Uma das mulheres afirma ter prestado depoimento à polícia e ingressado com uma ação na esfera cível. Ela alega ter sofrido danos decorrentes de um procedimento realizado há cerca de três anos.
Segundo o relato, a paciente registrou boletim de ocorrência há quase dois anos. Ela também passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) logo após procurar a delegacia.
Recentemente, a mulher afirma ter sido convocada para uma nova perícia. O procedimento deverá subsidiar o processo em andamento.
Nos áudios, as participantes orientam outras pessoas que afirmam ter sido afetadas pelos procedimentos a procurarem a polícia. O objetivo é registrar novos boletins de ocorrência e ampliar o número de denúncias.
Uma das integrantes do grupo afirma que novos relatos e testemunhos podem contribuir para o avanço das investigações. Segundo ela, as informações também poderão embasar uma eventual ação coletiva.
As gravações mostram ainda uma mobilização para reunir documentos, laudos médicos e demais provas. Todo o material deverá ser anexado aos procedimentos em andamento.
Em um dos trechos, uma mulher relata que foi informada por peritos sobre a dificuldade de aprofundar a análise técnica. O motivo seria o tempo transcorrido desde a realização dos procedimentos questionados.
Apesar disso, ela afirma aguardar a emissão de um parecer técnico. O documento poderá ser encaminhado à autoridade policial responsável pelo caso.
O Jornal Opção entrou em contato com a defesa da dentista Valéria Martins Ribeiro, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
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