Frio e calor extremos exigem rotina especial para garantir bem-estar de 400 animais no Zoológico de Goiânia
05 julho 2026 às 17h17

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As bruscas oscilações de temperatura registradas durante o inverno em Goiânia têm alterado a rotina não apenas dos moradores da capital, mas também dos cerca de 400 animais que vivem no Parque Zoológico. Entre madrugadas frias e tardes de calor intenso, a equipe técnica adapta diariamente alimentação, recintos e manejos para garantir o conforto e a saúde de espécies de diferentes portes e hábitos.
As mudanças fazem parte de um protocolo de cuidados adotado pelo zoológico para enfrentar as variações climáticas típicas do período seco em Goiás. Como as temperaturas podem variar mais de 20°C no mesmo dia, cada espécie recebe um acompanhamento específico, levando em consideração características fisiológicas, comportamento e necessidades nutricionais.
Segundo a médica-veterinária e supervisora do Parque Zoológico, Jamile França, aves nativas do Cerrado, como araras e papagaios, estão entre as mais sensíveis às baixas temperaturas.
“Quando o frio se intensifica, instalamos barreiras para reduzir a circulação do vento nos recintos, disponibilizamos ninhos e abrigos, acrescentamos feno para proporcionar aquecimento e reforçamos a alimentação com itens mais calóricos”, explica.
Os primatas também exigem atenção especial durante os dias mais frios. De acordo com a veterinária, as oscilações térmicas podem afetar diretamente o comportamento e o bem-estar desses animais, tornando necessário um monitoramento constante.
Estratégias mudam quando o calor aumenta
Se o frio exige proteção, o calor pede resfriamento. Nos dias de temperaturas elevadas, toda a rotina é adaptada para reduzir o estresse térmico dos animais.
A alimentação passa a incluir frutas geladas, há reforço na oferta de água e os recintos recebem aspersores para aumentar a umidade e amenizar a sensação de calor.
Os felinos estão entre os que mais sofrem com as altas temperaturas. Para estimular a hidratação e proporcionar conforto, a equipe utiliza técnicas de enriquecimento ambiental.
“Oferecemos picolés de sangue para os felinos e utilizamos aspersores de água para tornar os ambientes mais frescos”, afirma Jamile.
Monitoramento é diário
Além das adaptações na alimentação e na estrutura dos recintos, os tratadores acompanham diariamente o comportamento dos animais para identificar possíveis sinais de desconforto térmico.
Entre os principais indícios estão prostração, respiração ofegante, redução da atividade, diminuição do apetite e a busca constante por locais sombreados.
Segundo a veterinária, a observação contínua permite que as intervenções sejam feitas rapidamente, reduzindo os impactos provocados pelas mudanças bruscas de temperatura.
“O enriquecimento ambiental, aliado à alimentação adequada para cada condição climática, é fundamental para manter a saúde e o bem-estar dos animais durante todo o inverno”, conclui.
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