“Às vezes, problemas são graves e não dá para ficar rindo o tempo todo”, diz Marconi

Durante anúncio do aumento de repasse de programa social, governador disse que trabalha para superar desafios

Governador durante o evento | Foto: Wagnas Cabral

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), afirmou nesta terça-feira (18/4), ao anunciar aumento de 25% no repasse dos recursos do Programa Pão e Leite, que, após enorme esforço fiscal para amenizar o impacto da crise econômica em Goiás, vê um cenário animador para o futuro.

“Eu gosto de sorrir, mas é que às vezes a gente tem tantos problemas a serem enfrentados, tantos desafios, e os problemas são tão grandes que não dá para a gente ficar rindo o tempo inteiro”, explicou.

Segundo o tucano, alguns dizem que ele “anda muito carrancudo”, mas não é uma escolha pessoal. “É preciso vencer primeiro o desafio para depois a gente sorrir”, citando o aumento de 25% no repasse do Pão e Leite como exemplo. “Agora todos nós estamos sorrindo, porque vocês agora vão ter condições de realizar uma prestação às pessoas carentes melhor”, disse.

“Nós materializamos as receitas que o estado arrecada de todo mundo, e estamos aqui para dar uma mão, um empurrãozinho ao gigantesco trabalho que vocês fazem no anonimato, sem quererem aparecer, sem quererem demonstrar que estão fazendo caridade. Ou seja, é aquela história de que o que uma mão doa a outra não precisa saber. Eu aprendi isso com a minha mãe”, contou.

No evento, Marconi ressaltou que o governo de Goiás tem conseguido trabalhar investimentos em todos os setores da administração pública graças aos ajustes realizados desde 2014, que permitiram com que Goiás fosse um dos primeiros estados a se sobressair à crise econômica nacional.

“Enquanto as coisas estavam e ainda estão ruins no Brasil, nós estamos trabalhando para vencer. Aliás, se tem um defeito que eu não tenho, e eu vejo em todas as pesquisas qualitativas e quantitativas, é de ser preguiçoso. Nem os adversários conseguem colocar em mim porque eu levo a sério o que eu faço. E se nós não trabalharmos diuturnamente em função daquilo a que fomos designados, certamente que nós vamos deixar de fazer muito pelas outras pessoas que precisam da gente”, declarou.

Em dia

Marconi atribuiu o mérito da criação do programa Goiás na Frente ao planejamento que manteve com sua equipe para promover austeridade e conter os impactos da crise econômica. “Fizemos os ajustes que eram necessários para que não faltasse dinheiro para os programas sociais; para que não faltasse dinheiro na mesa dos servidores públicos que, ao longo dos meus 14 anos como governador, nunca tiveram seus salários atrasados”, reiterou.

Ele confirmou que foi esse planejamento que fez com que Goiás não mergulhasse no colapso vivido por alguns estados grandes do Brasil. “Por que Goiás não quebrou, deixando de pagar aposentados, pensionistas, funcionários públicos; deixando de ter dinheiro para bancar gasolina para as polícias, comida nos hospitais e presídios? é porque nós ficamos mergulhados aqui diuturnamente na luta incessante para superação dessa que foi a maior crise da história do Brasil”, afirmou, lembrando os cortes realizados no orçamento de 2015 e 2016.

Segundo o tucano, foi graças a esse trabalho duro que o governo conseguiu não só manter obrigações em dia, mas também ter condições de apresentar um programa de investimentos “que vai ser uma injeção na veia do emprego. Obras significam empregos. No momento em que o Brasil está carecendo de empregos, temos quase 13 milhões de desempregados, esse programa tem um cunho social, que é oferecer dezenas de milhares de empregos à nossa sociedade”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.