Vereador é cassado pela Câmara de São Paulo, e suplente, Thammy Miranda, deve assumir

Investigações constataram que Camilo Cristófaro (PSB) obteve recursos para campanha de forma ilícita

Foto: Reprodução

O vereador Camilo Cristófaro (PSB) teve seu mandato cassado pela Câmara de São Paulo, na última quarta-feira, 20, em cumprimento de uma decisão da Justiça Eleitoral. O processo teve início em junho de 2018, após o parlamentar ser acusado por fraude eleitoral na captação de recursos de campanha, e vinha recorrendo da decisão desde então.

O ofício informando sobre a negativa do recurso de Cristófaro e o fim do efeito suspensivo da decisão foi enviado à Câmara pelo Tribunal Regional Eleitoral na terça-feira, 19. Dessa forma, a procuradoria da Casa deu o parecer favorável à expulsão do vereador, o qual foi formalizado na última quarta-feira, 20, pela Mesa Diretora.

Nas investigações realizadas pela Justiça Eleitoral, foi constatado que Cristófaro obteve os recursos utilizados em sua campanha de forma ilícita. Segundo o Ministério Público Eleitoral, foi constatada uma doação de R$ 6 mil por parte de uma senhora de mais de 80 anos que não teria recursos para tal ação, já que estaria desempregada e doente. Ana Maria Camparini Silva é a mesma pessoa física que aparece como doadora da campanha do prefeito de São Caetano do Sul, José Auricchio, e seu vice, Luiz Vidoski.

O posto do Cristófaro será ocupado pelo vereador Thammy Miranda (PP), filho da cantora Gretchen. Na época de sua filiação, Thammy, que é transexual, recebeu críticas de grupos que defendem a causa LGBT, por fazer parte do mesmo partido que, na ocasião, tinha o agora presidente, Jair Bolsonaro, como filiado. “Em um governo tão conservador venho eu assumir como vereador. Acho que Deus quer dizer algo com isso”, declarou Thammy.

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