Vereador de Cristalina é afastado por envolvimento em esquema de ‘rachadinha’

Ação é desdobramento da Operação Toma Lá Dá Cá, que apurou fraudes na Câmara Municipal de Cristalina

Vereador por Cristalina Pablo Magela (MDB) | Foto: Reprodução

O vereador por Cristalina, Pablo Magela (MDB), foi afastado do cargo até o fim do processo que apura envolvimento em um esquema de “rachadinha”. A decisão, desta sexta-feira, 24, é do juiz Thiago Inácio de Oliveira e também determina o bloqueio dos bens do parlamentar, até o limite de R$ 74.488,77.

O ex-secretário municipal de Esportes, Vinícius Alexandre Soares Batista Abujamra, também teve seus bens bloqueados até o limite de R$ 24.829,59. Ele estaria envolvido na apropriação de recursos públicos da Câmara Municipal, ao lado de Pablo Magela.

A decisão acolhe pedido de ação proposta pelo Ministério Publico de Goiás em Cristalina e é desdobramento da Operação “Toma Lá Dá Cá”. A operação foi realizada em março deste ano, em que foram cumpridos mandados de busca e apreensão em desfavor de cinco vereadores e dois servidores. Na ocasião, três vereadores tiveram prisão preventiva.

A ação foi desmembrada e, por enquanto, se comprovou especificamente o esquema de “rachadinha” entre o vereador Pablo Magela e Vinícius Abujamra.

O esquema

Um dos depoentes ouvidos esclareceu ao Ministério Público que a “rachadinha” se dava através do recolhimento de parte de salários de servidores comissionados e efetivos que recebiam gratificações.

O Ministério Público ainda apurou que Pablo Magela e o ex-secretário realizaram, entre si, operações bancárias de saques, depósitos e transferência de valores. Como exemplo, é citado que, no dia 20 de dezembro de 2018, Vinícius realizou saque no valor de R$ 5.629,59 e, na mesma data, depositou exatamente o mesmo valor na conta do vereador.

Assim como aquela transação bancária, são apresentadas na ação diversas outras, sempre feitas do mesmo modo: Vinícius sacava um valor, geralmente no dia do pagamento e, em seguida, efetuava um depósito na conta de Pablo.

Para o promotor responsável pela ação, Ramiro Carpenedo, pode-se afirmar que, no mínimo, R$ 24.829,59 foram recebidos ilicitamente por Pablo Magela através do esquema com Vinícius Abujamra.

Além disso, interceptação telefônica demonstrou que Pablo já tinha conhecimento da investigação e adotou medidas para apagar provas que pudessem incriminá-lo.

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