Vereador acusa Pros de perseguí-lo por não fazer oposição a Paulo Garcia

Wellington Peixoto afirma que lhe exigem obediência nas votações da Câmara e diz que não sairá da base “por conveniência”. Partido alerta que é preciso seguir o estatuto

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Vereador Wellington Peixoto garante que vai continuar na base do prefeito. Mesmo que partido decida pelo contrário | Foto: Alberto Maia

O vereador Wellington Peixoto não está satisfeito com a maneira como seu partido, o Pros, tem lidado com as questões de Goiânia. De acordo com ele, embora ainda na base do prefeito Paulo Garcia (PT), a direção tem exigido que ele não acompanhe fielmente os direcionamentos do Paço — principalmente nas votações.

Irmão do deputado peemedebista Bruno Peixoto, Wellington é companheiro fiel do prefeito (principalmente devido a seu pai, o secretário Sebastião Peixoto) e critica “perseguição” do partido. “Querem que eu acompanhe as decisões do partido. Mas, como eu vou votar contra a prefeitura? Cada um tem seu posicionamento e eu não vou mudar o meu”, rebate o parlamentar.

Comandado no Estado pelo deputado Rodrigo Melo e na capital por Reginaldo Melo (pai de Rodrigo), o Pros estava alinhado ao PMDB de Júnior Friboi. No entanto, quando o empresário desistiu da corrida eleitoral de 2014, o partido — criado e presidido nacionalmente pelo suplente de deputado federal Eurípedes Júnior — se aproximou do governador Marconi Perillo (PSDB).

“O partido está dividio… Tem essa briga de se fica, ou não, com o Paulo [Garcia]”, conta Wellington, que rapidamente completa: “Eu já avisei que sou e vou continuar na base do prefeito”. Além dele, o Pros tem outros dois vereadores: Divino Rodrigues e Paulo da Farmácia. No entanto, eles fazem parte do chamado Bloco Moderado — que mais faz oposição do que se alinha ao Paço.

Ainda segundo o vereador, o partido faz pressão sobre ele, dizendo para que “se prepare para virar oposição”. “Eu vou virar oposição por conveniência do partido? Não vou mesmo”, assegura. Wellington lembra, ainda, que nem sequer foi eleito pelo Pros: “Ajudei a colher assinaturas para a criação do partido, mas eu não devo obediência cega”.

A saída do Pros da base aliada do prefeito Paulo Garcia (PT) se daria, principalmente, por uma possível perda da pasta que o partido comanda — a Secretaria Municipal da Indústria, Comércio e Serviços (Semic) –, que, caso aprovada a reforma administrativa do petista, seria unificada a outras pastas.

Caso continue sofrendo o que ele chama de “perseguição”, Wellington Peixoto avisa: “Vou entrar na Justiça. Não quero trocar de partido, pois já saí do PSB para o Pros… Isso não é bom”.

Outro lado

O Jornal Opção Online falou com o presidente metropolitano do Pros, Reginaldo Melo, que retornará a ligação em breve, pois está em uma reunião. De antemão, ele destacou que os membros de um partido precisam obedecer o estatuto e devem seguir, sim, as decisões partidárias.

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