Veículos nacionais destacam ajuste fiscal de Goiás: “Poucos erros e começou mais cedo”

Na GloboNews, comentarista detalha projetos do governador Marconi Perillo para amenizar a crise no estado

As medidas de ajuste fiscal adotadas pelo governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), ainda no final de 2014 para amenizar os efeitos da crise econômica nacional e o Programa de Austeridade pelo Crescimento do Estado de Goiás foram destaque no Jornal da GloboNews Edição das Dez da última sexta-feira (9/12).

A comentarista de economia Thaís Herédia afirmou que o goiano teve papel central na celebração do Pacto Nacional de Ajuste Fiscal assinado na quarta-feira (7/12) com o presidente Michel Temer (PMDB) e que Goiás foi “pioneiro” no corte de despesas no Brasil, se antecipando à crise.

“Ontem eu conversei longamente com o governador Marconi Perillo, de Goiás, que é um dos Estados pioneiros no ajuste das contas. Goiás errou pouco e começou a apertar mais cedo. O Estado de Goiás tem dez secretarias, é o Estado com o menor número de secretarias do Brasil”, afirmou e seguiu fazendo uma comparação: “O Rio Grande do Sul anunciou agora há pouco que, com 39 secretarias, ou seja, com 39 pessoas ocupando cargos de secretários, vão passar para 16. Como um Estado pode ter tanta gente para fazer as coisas?”

A comentarista destacou a liderança do governador na construção do Pacto. “O governador Marconi Perillo teve papel importante na costura desse pacto que vem se arrastando há mais de um ano. E enquanto isso se arrastou a situação dos Estados só piorou. Os Estados se comprometeram a fazer o seu próprio teto de limite para os gastos, a fazer a sua própria reforma da Previdência, o que pode colaborar, e muito, para a gente sair da recessão”, explicou.

A jornalista lembrou ainda a luta do governador Marconi Perillo pelo fim da estabilidade. Segundo a comentarista, a iniciativa do governador de Goiás deveria ser copiada por outros governadores. “É super importante essa luta que o governador Marconi Perillo vem travando pelo fim da estabilidade ou pelo menos uma revisão da estabilidade do servidor público. A meritocracia, a produtividade, a eficiência precisam entrar de vez na gestão do dinheiro público”, argumentou.

Thais Herédia disse ainda que a construção do pacto representa “grande avanço para a consolidação do Ajuste Fiscal”, numa referência ao acordo fechado na quinta-feira passada entre o Ministério da Fazenda e os governadores e em seguida levado por Marconi ao presidente Michel Temer. Marconi Perillo esteve com o ministro da Fazenda e o presidente da para alinhavar as bases do acordo, colocando um fim aos impasses entre os estados e o Governo Federal para a repartição dos juros da repatriação e ao aval da União a novos empréstimos.

Repercussão

Outros veículos de comunicação também deram destaque às políticas goianas. O Repórter CBN, programa da CBN Brasil, destacou as medidas, afirmando que elas gerarão economia de R$ 1,6 bilhão por ano.

“O governo de Goiás envia hoje à Assembleia Legislativa do estado um conjunto de medidas de austeridade fiscal. O pacote inclui criação de teto de gasto, aumento da contribuição previdenciária do servidor público de 13,25 para 14,25% e redução de 20% dos cargos em comissão”, afirma o Repórter CBN. “A economia total com o pacote de ajuste fiscal é estimada R$ 1,6 bilhão por ano”, completa.

O jornal Valor Econômico, publicação sobre economia mais respeitada no Brasil, também deu destaque ao projeto que já foi enviado para a Assembleia: um pacote com medidas até mais duras do que as acordadas com a União. O projeto prevê corte de despesas com pessoal e estabelece um teto de gastos para 2017. “Queremos uma reforma estrutural”, diz o governador goiano na matéria do Valor.

O trabalho de articulação do governador Marconi Perillo no acordo entre Estados e União para liberação dos recursos da repatriação também ganhou espaço no site da Revista Exame. O texto coloca em destaque a contrapartida exigida aos estados pela União para o acesso aos recursos e novos créditos. Marconi foi o principal articulador desta ação, pois sempre defendeu reformas estruturantes nas administrações estaduais.

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