O crescimento do turismo e a realização de grandes eventos têm ampliado o espaço do aluguel por temporada em Goiânia e criado novas oportunidades para o mercado imobiliário. O segmento passou a ser considerado por investidores e incorporadoras na concepção de empreendimentos voltados tanto para moradores quanto para pessoas interessadas em locações de curta duração.

Um estudo da FGV Projetos, encomendado pelo Airbnb, aponta que o aluguel por temporada realizado pela plataforma movimentou mais de R$ 113 bilhões na economia brasileira em 2025. A atividade respondeu ainda por R$ 62,8 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) e gerou R$ 31,7 bilhões em renda para a população.

O impacto, segundo o levantamento, ultrapassa o valor pago pela hospedagem. Para cada R$ 10 gastos com a locação, outros R$ 45 são movimentados na economia dos destinos, considerando setores ligados direta e indiretamente à atividade.

Apesar do potencial, o Centro-Oeste representa 4,8% desse movimento nacional. Para o CEO da Sousa Andrade Construtora, Murilo Andrade, a participação regional indica espaço para expansão, especialmente diante do aumento da visibilidade de Goiânia.

“Nos últimos anos Goiânia tem ganhado mais e mais visibilidade no cenário nacional, em um desenvolvimento contínuo que passa, necessariamente, pelo mercado imobiliário. Estivemos como o 3º maior do setor no país, e, em 2026, a nossa capital foi sede do MotoGP, um dos maiores eventos esportivos internacionais do Brasil. Está claro tanto para o empreendedor como para o investidor o potencial ativo da região”, afirma.

Eventos ampliam demanda

A realização do MotoGP colocou Goiânia no calendário de grandes eventos internacionais. Segundo o material divulgado pela empresa, a capital continuará recebendo a competição até 2030.

O fluxo de visitantes estrangeiros também aparece em levantamentos do Observatório de Turismo de Goiânia. Em julho, a Pesquisa de Demanda Turística registrou visitantes residentes em 12 países, com Estados Unidos e Argentina entre os mercados com maior participação.

Para Murilo Andrade, a combinação entre turismo, eventos e circulação de visitantes pode influenciar diretamente o perfil dos novos empreendimentos imobiliários. “Esse movimento também ajuda a explicar a expansão do aluguel por temporada e abre espaço para novos produtos imobiliários pensados para esse perfil de demanda”, afirma.

Segundo o executivo, a Sousa Andrade passou a considerar a possibilidade de locações de curta duração ainda na concepção de alguns projetos, com atenção à localização, estrutura de lazer e serviços.

Supercompactos entram no radar

Entre os empreendimentos citados pela construtora está o Decô Ricardo Paranhos, localizado na Alameda Ricardo Paranhos. Segundo a empresa, as unidades de menor metragem, direcionadas principalmente ao público investidor e à locação por temporada, foram totalmente comercializadas no lançamento.

A construtora prepara agora um novo empreendimento com o mesmo conceito, próximo ao Shopping Flamboyant. “No Decô, investimos em metragens altamente rentáveis e em um conceito de alto padrão inspirado no movimento arquitetônico mais emblemático de Goiânia. As unidades menores, comumente destinadas a investidores e, consequentemente, à locação por temporada, foram 100% vendidas no lançamento”, diz Murilo.

Para o executivo, a aposta em imóveis compactos acompanha uma demanda que, segundo ele, ainda não estaria plenamente atendida na região do Flamboyant. “Chegar primeiro é também saber reconhecer o momento certo do mercado, e, para nós, conceito não é apenas inspiração ou discurso: é compromisso com aquilo que entregamos. É transformar uma proposta inovadora em uma entrega à altura do que foi projetado”, conclui.

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