Após polêmica, Flávio Bolsonaro nega intenção de retirar título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida
25 setembro 2026 às 13h05

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nas redes sociais, que não pretende “acabar com a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida”. A declaração ocorre em meio à repercussão de manifestações sobre religião e as eleições de 2026 e ao resgate de um antigo projeto de lei que propunha alterar a referência à santa na legislação brasileira. “Uma grande mentira sem pé nem cabeça”, defendeu.
Na publicação, Flávio defendeu a liberdade religiosa e criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem acusou de interferir em assuntos da Igreja Católica. “Diferente do Lula, que quer se meter até nas regras da Igreja Católica. Deus no comando sempre!”
O debate ocorre após a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgar um alerta sobre desinformação, corrupção e oportunismo religioso no contexto eleitoral. No documento, os bispos defendem o voto consciente e o compromisso com a promoção da vida, da dignidade humana e do bem comum.
Em meio à discussão, internautas voltaram a compartilhar o Projeto de Lei nº 2.623/2007, apresentado pelo então deputado federal Professor Victorio Galli, à época filiado ao PMDB de Mato Grosso. Vale lembrar que Galli também atuou como assessor especial da Presidência da República no governo de Jair Bolsonaro, na sua gestão.
A proposta pretendia substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos” na lei que instituiu o feriado nacional de 12 de outubro. O texto mantinha o feriado, mas alterava a forma como a homenagem a Nossa Senhora Aparecida era descrita na legislação. A proposta, entretanto, foi rejeitada e arquivada em 2008.
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