Sob efeito de droga, ocupante vandaliza Lyceu de Goiânia

Denúncia foi feita por grupo de teatro que atende alunos e professores da escola. Paredes foram sujas de tinta. Jovem reconheceu uso de substância alucinógena

Fotos: reprodução / Facebook Grupo Sonhus Teatro Ritual

Uma grave polêmica envolvendo ocupantes do Lyceu de Goiânia tomou as redes sociais na última segunda-feira (11/1). Um jovem de 17 anos, sob efeito de LSA (substância alucinógena, conhecida como LSD genérico), depredou com tinta preta paredes, sofá e objetos da escola, localizada no Centro da capital.

A denúncia foi feita pelo Espaço Sonhus, um grupo de teatro que atende alunos e professores do colégio, em sua página no Facebook. Segundo o post, o “triste estrago” foi provocado pelo ex-aluno que estava sob efeito de “LSD, maconha e álcool”.

Também pela rede social, R. reconheceu que usou drogas, especificamente sementes de argiréia (a LSA), mas que esta é “total e absolutamente legal”. “Peço desculpas a todos envolvidos simplesmente por não ter tido a capacidade de entender que esse momento não é propício para o uso de drogas em geral. Mas é só”, escreveu.

O ex-aluno garante ter “consciência” de que tudo que fez nos últimos dias foi “pelo movimento”, que está “lutando pela educação”. No entanto, apesar de se retratar com o Espaço Sonhus, assegura que não se arrepende do que fez: “Em momento nenhum me arrependo do que fiz. Me arrependo de ter feito. E vocês só vão saber o que foi, quando sairem da casa super confortável de vocês e perceberem que a causa é muito maior do que estão acostumados a pensar: educação, pura e simplesmente”.

Veja o post do jovem:

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Na nota de repúdio, o grupo de teatro — que se posicionava favorável à ocupação das escolas — critica a ação dos ocupantes na capital: “Diferente do que houve em São Paulo, as escolas ocupadas como o Lyceu não sofrem ameaças de serem fechadas, nem sequer de serem administradas por OS, segundo informações que os próprios secundaristas e outras pessoas que lideram o movimento dispõe”.

A Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) informou que os alunos das escolas ocupadas pelos manifestantes não terão as matrículas efetivadas. E é justamente a possibilidade de centenas de estudantes não retomarem as aulas na próxima quarta-feira (20/11) que é questionada pelo Espaço Sonhus. “No caso dessas ocupações quem está fechando as escolas são as pessoas desse movimento de ocupação. Se não houver alunos matriculados fecham turmas e até a escola. É preciso responsabilidade e consciência”, versa a nota.

Ao final, o grupo sugere que falta “criatividade” para outras estratégias de mobilização e envolvimento da sociedade. “Imitar o movimento de São Paulo sem a mesma realidade de lá nos parece pouco inteligente e injustificável”, lamenta.

“Manifestamos aqui nosso repúdio a essas depredações e essa postura intolerante e inflexível que reflete o comportamento ‘autoritário’ e ‘fascista’ que se quer combater”, arremata.

Veja o post:

NOTA DE REPÚDIOHoje fomos informados de um ato de vandalismo causado por um dos poucos alunos do Lyceu que participam…

Publicado por Grupo Sonhus Teatro Ritual. em Segunda, 11 de janeiro de 2016

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