Sete cavalos morrem vítimas de raiva em Santa Helena de Goiás; trabalhadores são monitorados
05 setembro 2026 às 12h32

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Uma propriedade rural localizada a 20 quilômetros de Santa Helena de Goiás teve um surto de raiva que resultou na morte de sete cavalos. Três trabalhadores que tiveram contato direto com os animais enquanto eles apresentavam sintomas da doença estão sendo monitorados pela Vigilância Epidemiológica do município e, segundo as autoridades, permanecem assintomáticos.
Assim que os caseiros perceberam os primeiros sinais clínicos nos cavalos (como magreza progressiva, dificuldade para se alimentar e episódios de tontura), a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) foi comunicada e uma equipe de fiscalização da Unidade Operacional Local de Santa Helena foi até a propriedade e coletou material, que foi enviado ao Laboratório de Análise e Diagnóstico Veterinário (Labvet) da própria Agrodefesa, onde a infecção viral foi oficialmente comprovada.
Diante da confirmação, a Agrodefesa deu início ao protocolo sanitário previsto pelo Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH). O produtor foi orientado a vacinar todo o rebanho da propriedade com foco, enquanto as propriedades localizadas no entorno (perifoco) receberam a recomendação de vacinação. Equipes especializadas da Agrodefesa já iniciaram o monitoramento de abrigos de morcegos na região para captura e controle populacional, dentro das diretrizes do Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros (PECRH).
Os três trabalhadores expostos aos cavalos doentes seguem em acompanhamento pela Vigilância Epidemiológica de Santa Helena de Goiás, em articulação com a Secretaria Municipal de Saúde. Até o momento, todos se encontram bem, sem qualquer manifestação da doença.
Em nota divulgadas nas redes sociais, a Prefeitura de Santa Helena de Goiás, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforçou que a raiva é uma enfermidade grave e pode ser transmitida a seres humanos pela saliva de animais infectados, sobretudo por meio de mordidas, arranhões ou contato da saliva com mucosas, olhos ou ferimentos abertos. Por isso, a orientação é que, ao identificar qualquer animal com mudança repentina de comportamento, agressividade incomum, desorientação, dificuldade para andar, salivação excessiva ou paralisia, a população não tente capturá-lo ou aproximar-se. O procedimento correto é comunicar imediatamente os órgãos responsáveis.
A Agrodefesa reforça, ainda, que a notificação de suspeita e a eventual confirmação de caso positivo não geram bloqueio da propriedade nem qualquer penalidade ao produtor. A comunicação imediata é essencial para o combate à doença, permitindo que os fiscais realizem visitas, coletem amostras e adotem medidas de controle, tudo sem custo para o produtor. Embora a vacinação contra a raiva não seja obrigatória em todo o território goiano, ela continua sendo a medida mais eficaz e segura para proteção do rebanho e da saúde humana.
A vacinação antirrábica de cães e gatos também permanece como uma das principais barreiras contra a doença, e a Secretaria Municipal de Saúde reforça que os tutores mantenham a imunização de seus animais em dia, procurando os postos de vacinação oferecidos pelo município. Em caso de mordida, arranhão ou contato com saliva de animal suspeito, a recomendação é lavar o local com água e sabão e buscar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica.
Para comunicar suspeitas, os produtores podem utilizar o sistema e-Sisbravet (internet), procurar as Unidades Operacionais Locais da Agrodefesa nos municípios goianos, ou entrar em contato pelos telefones (62) 98164-1128 e pelo chatbot Davi no WhatsApp, no número (62) 98164-1188.
Confira nota completa da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa):
“NOTA À IMPRENSA
A respeito da demanda encaminhada pelo Jornal Opção, informamos que:
– A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) foi acionada na semana passada por um produtor rural do município de Santa Helena de Goiás, que relatou a existência de animal com sintomas compatíveis com a raiva dos herbívoros em sua propriedade. Segundo ele, outros animais (equídeos) já haviam morrido nos dias anteriores com sintomas semelhantes.
– Uma equipe de fiscalização da Unidade Operacional Local de Santa Helena foi à propriedade e coletou material para ser enviado ao Laboratório de Análise e Diagnóstico Veterinário (Labvet) da própria Agrodefesa. O Labvet confirmou o caso positivo no início desta semana, quando se iniciou o protocolo sanitário previsto para a doença.
– Conforme estabelecido pelo Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH), a Agrodefesa orientou o produtor a vacinar todo o rebanho da propriedade com foco, medida que é obrigatória. As propriedades próximas (no chamado perifoco) também receberam a recomendação de vacinarem seus rebanhos. As equipes da Agrodefesa iniciaram o monitoramento de abrigos de morcegos na região para captura e controle populacional.
– A Agrodefesa realiza rotineiramente o trabalho de prevenção e orientação sobre a doença em todo o estado, sobretudo nas regiões com maior incidência de focos.
– O trabalho de prevenção consiste no controle populacional do morcego hematófago, transmissor da doença, e na orientação ao produtor sobre a importância de manter seu rebanho vacinado. Embora não seja obrigatória em território goiano, a vacina contra a raiva continua sendo a medida mais eficaz e segura para proteção do rebanho e da saúde humana.
– As atividades de captura de morcegos e monitoramento de abrigos são feitas por equipes especializadas da Agrodefesa, dentro do Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros (PECRH).
– A raiva dos herbívoros é uma zoonose viral grave, causada por um vírus da família Rhabdoviridae, gênero Lyssavirus. A doença acomete bovinos, bubalinos, equídeos, caprinos, ovinos e outros mamíferos domésticos, podendo ser transmitida aos seres humanos, principalmente por contato com a saliva de animais infectados.
– Entre os sintomas da doença em animais estão: isolamento, locomoção cambaleante, paralisia, tremores, salivação excessiva e movimentos espasmódicos. Ao identificar um caso suspeito, o produtor não deve manipular o animal. Em caso de contato, deve procurar atendimento médico imediatamente.
– Vale lembrar que o aviso de suspeita e a eventual confirmação de caso positivo de raiva não geram bloqueio da propriedade nem qualquer outra penalidade ao produtor. A comunicação imediata é fundamental para o combate à doença. A medida permite que fiscais da Agrodefesa realizem visitas às propriedades, coletem amostras para exames e adotem medidas de controle, tudo sem custo para o produtor.
– A Agrodefesa mantém canais para receber os avisos de casos suspeitos de raiva em herbívoros. As comunicações podem ser feitas por meio do sistema e-Sisbravet (internet); diretamente nas Unidades Operacionais Locais da Agrodefesa nos municípios goianos; pelo telefone (62) 98164-1128; ou pelo Davi, chatbot da Agrodefesa no Whatsapp, pelo número (62) 98164-1188.
Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) – Governo de Goiás”
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