Apontando como principal objetivo no momento lutar pela reeleição da presidente, Gomide não comenta planos futuros, como possibilidade de candidatura à Prefeitura de Goiânia, ou daqui a quatro anos uma nova tentativa ao Palácio das Esmeraldas

Pela primeira vez candidato ao governo de Goiás, ele ficou em quarto lugar nas eleições deste ano. Ex-prefeito de Anápolis, tendo saído do cargo para tentar um espaço no Executivo estadual, Antônio Gomide (PT) agradeceu nesta segunda-feira (06/10) a todos os militantes do PT e apoiadores de sua candidatura. Derrotado, o petista se diz satisfeito por ter conseguido levar as eleições ao segundo turno. “Alcançamos um dos nossos objetivos”, disse.

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Especula-se agora a possibilidade de Gomide apoiar o candidato peemedebista Iris Rezende que foi para a próxima etapa dessas eleições (26 de outubro) com o governador Marconi Perillo. O ex-prefeito de Anápolis foi categórico ao responder: “Vou apoiar quem apoiar a  Dilma”. De acordo com ele, a Executiva do PT já iniciou conversações com o PMDB nesta segunda-feira (6). A possibilidade de apoio ao governador tucano não é assinalada, já que a base no Estado apoia Aécio Neves (PSDB).

Apontando como objetivo principal no momento lutar pela reeleição da presidente da República, Gomide não comenta planos futuros, como possibilidade de candidatura à Prefeitura de Goiânia, ou daqui a quatro anos uma nova tentativa ao Palácio das Esmeraldas. “Estamos focados para a vitória da presidente Dilma, de fazer nossa parte aqui em Goiás. Vamos trabalhar com tranquilidade”, afirmou.

Gomide comemora os 10% de votos que recebeu no último domingo (5), o dobro do que apontavam as pesquisas realizadas no Estado. O petista garante que se tivesse mais apoio teria garantido uma quantidade ainda maior de votos. “Essa questão do TCM [Tribunal de Contas do Município] e do vice também me prejudicaram demais”, disse, se referindo ao fato de em julho deste ano ter tido sua candidatura impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO) devido aos problemas na prestação de contas com o Tribunal de Contas do Municípios (TCM) da época em que era prefeito de Anápolis.

Quanto ao problema com o seu então candidato a vice, Tayrone di Martino (PT), Gomide se refere ao fato do petista ter renunciado a sua candidatura na última semana, cinco dias antes das eleições. Como existe uma resolução no Código Eleitoral que proíbe a mudança de vice a menos de 20 dias antes das eleições (a não ser em caso de morte), cogitou-se que os votos direcionados ao ex-prefeito seriam anulados. Entretanto, a resolução garantia que a lei só tivesse funcionalidade um ano após sua promulgação – ou seja, passará a valer somente em 2016.

Quanto ao fato de ser do mesmo partido que o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), que passou por vários problemas de contas nessa gestão, Gomide responde: “Não tenho nada a reclamar do prefeito Paulo Garcia”, mas afirma: “É claro que uma estrutura melhor teria ajudado sua campanha, fizemos o que estava ao nosso alcance e com a consciência tranquila.”