“Se não fosse a ação rápida do policial, tragédia teria sido maior”, diz vice de Zé Gomes

Gugu Nader (PSB), que ficou frente a frente com assassino, diz que crime teve motivação política e que objetivo era matar todos da camionete

Momentos antes o atentado: Gugu Nader (à dir.) assistiu a tudo | Foto: reprodução

Momentos antes o atentado: Gugu Nader (à dir.) assistiu a tudo | Foto: reprodução

Candidato a vice-prefeito de Itumbiara, Gugu Nader (PSB) contou ao Jornal Opção os momentos de horror que viveu na última quarta-feira (28/9), quando o servidor Gilberto Ferreira do Amaral disparou contra a camionete da campanha, matando o ex-prefeito Zé Gomes (PTB) e o policial militar Cabo Vanilson e deixando o vice-governador de Goiás, José Eliton (PSDB), e o advogado da prefeitura Célio Rezende feridos.

Ele detalha que se posicionava do lado esquerdo da carroceria, quando avistou um carro preto se aproximar do veículo em que estavam o candidato assassinado, o vice-governador, o advogado, os deputados Zé Antônio e Jovair Arantes (PTB) e outras lideranças políticas. “Achei que fosse um eleitor, apoiador, e o cumprimentei. Acenei e percebi que ele estava armado. Foi tudo muito rápido, ele já desceu pronto para atirar”, lembrou.

Gugu explica que, como estava muito tumultuado e o barulho era muito alto, não foi possível para os outros que estavam na camionete perceber o que acontecia até que o primeiro tiro foi disparado. Ao notar a movimentação do atirador, o policial militar Cabo Vanilson tentou contê-lo, só que acabou ferido. “Se não fosse a ação rápida do policial e dos seguranças do vice, a tragédia teria sido muito maior, ele teria matado mais pessoas”, garantiu.

Na versão do candidato a vice, depois de atingir o policial, Gilberto Ferreira do Amaral apontou a arma para Zé Gomes e atirou por sete vezes. Um dos tiros acertou José Eliton e outro, o advogado Célio Rezende (que estavam próximos). Gugu destaca, ainda, que, o atirador estava com outro pente de balas, preparado para descarregá-lo — porém, foi morto pela equipe de segurança.

Para o pessebista, se trata de um crime político, um fato relacionado à campanha. “Eu assisti a tudo, do começo ao fim, olhei nos olhos daquele homem e vi que estava lá para atingir a todos, não era só Zé [Gomes]. Queria era limpar, matar todo mundo”, completou.

Motivação

Circula nas redes sociais uma história de que Zé Gomes teria agredido o servidor Gilberto Ferreira do Amaral na manhã da quarta-feira (28) — o que supostamente teria motivado o atentado. Gugu Nader nega veementemente tal versão, a qual classifica como “mentirosa”: “Eu estive com Zé a manhã inteira! Não saímos do apartamento, estávamos discutindo a campanha”, garantiu.

Ainda de acordo ele, Gilberto Ferreira do Amaral era conhecido na cidade: “O Béba [como era chamado] era um cara pacato, de pouca conversa”.

Questionado sobre a decisão do grupo de colocar o deputado estadual Zé Antônio (PTB) para ser o substituto de Zé Gomes na disputa pela prefeitura de Itumbiara em 2016, o candidato a vice explica que abriu mão do posto porque não é momento de “desunião” e, sim, de tocar o projeto do ex-prefeito.

“Tomei uma decisão na minha vida e fiz um compromisso com os cidadãos da cidade de fazer a melhor administração da história. É isso que vamos fazer, realizar o sonho de Zé”, arrematou.

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