A presidente da Rede Sustentabilidade em Goiás, Lilia Monteiro, negou a existência de desgaste na relação com o PSOL, partido com o qual a legenda integra uma federação. Segundo ela, a composição das chapas para as eleições de 2026 foi concluída de forma tranquila e respeitou os critérios estabelecidos pela legislação e pelas direções partidárias.

“Não há nenhum desgaste. Nós sempre tivemos discussões, sempre estivemos analisando as nossas questões”, afirmou Lilia ao Jornal Opção. A dirigente também rejeitou a avaliação de integrantes do PSOL de que a Rede estaria enfrentando dificuldades para montar suas chapas e, por isso, buscaria nomes sem identificação clara com as bandeiras da federação.

De acordo com a presidente, a composição foi construída sem maiores conflitos. “A chapa nossa foi montada tranquila. Tanto do pessoal quanto da Rede, a gente atendeu todas as porcentagens, tudo que era necessário”, declarou.

Questionada sobre os critérios políticos e ideológicos adotados para a escolha dos candidatos, Lilia afirmou que o principal requisito é o compromisso com os princípios e valores da Rede Sustentabilidade.

A dirigente também descartou a possibilidade de conflitos entre os integrantes dos dois partidos durante a campanha. Para ela, eventuais diferenças de identidade política podem ser administradas por meio do diálogo entre as direções.

“Eu não acredito. A gente sempre abriu o diálogo. Então, sempre é possível os presidentes do partido, tanto eu quanto a Cíntia, que estamos alinhadas, conversarmos sobre o que queremos para cada partido”, afirmou, em referência à presidente do PSOL em Goiás.

Rede recebeu R$ 50 mil para campanha

Sobre a divisão dos recursos partidários, Lilia informou que a Rede Goiás recebeu R$ 50 mil para cobrir os gastos de toda a campanha dos candidatos a deputado federal. A presidente também afirmou que a definição das candidaturas à Câmara dos Deputados segue a orientação da direção nacional da legenda.

Para o Governo de Goiás, a Rede apoia Luiz César Bueno, conforme o acordo firmado pela Federação PSOL-Rede e pela coligação Goiás Pode Mais.

Incômodos nos bastidores

Apesar da negativa pública de desgaste, integrantes do PSOL avaliam reservadamente que a relação com a Rede ainda exige atenção. Segundo interlocutores, as divergências entre petistas e psolistas em Goiás são consideradas pequenas e foram acomodadas dentro do projeto eleitoral. A orientação entre os aliados seria manter a atuação conjunta e evitar que disputas internas prejudiquem a campanha.

O principal incômodo estaria relacionado à montagem das chapas da Rede. A avaliação de integrantes do PSOL é de que a legenda estaria enfrentando dificuldades para atrair candidatos e, nesse processo, poderia incorporar nomes sem identificação com as bandeiras históricas da federação.

A preocupação é que a presença desses candidatos gere dificuldades durante a campanha, especialmente porque o PSOL pretende preservar uma identidade programática mais definida dentro da aliança que sustenta o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Goiás.

Mesmo com as diferenças, a orientação dos partidos é preservar a unidade eleitoral. A leitura entre os aliados é de que eventuais divergências devem ser tratadas internamente para não comprometer o desempenho conjunto da federação.

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