Professor goiano é destaque entre 50 finalistas do ‘Nobel da Educação’

Greiton Toledo atua no Instituto Federal Goiano, em Ipameri e desenvolveu projeto sustentável com alunos, para idosos em tratamento do mal de Parkinson

Professor usa matemática para desenvolver projeto que ajuda no tratamento de Parkinson | Foto: Arquivo Pessoal

O professor de matemática Greiton Toledo, 31 anos, atua no Instituto Federal Goiano (IF Goiano), localizado em Ipameri, no sudeste de Goiás. Ele é o representante brasileiro na lista dos 50 selecionados entre mais de 8 mil profissionais de 121 países, no prêmio internacional de educação Global Teacher Prize de 2021, o chamado “Nobel da Educação”.

Cientista e doutorando, Greiton já leciona há 11 anos e se tornou destaque com o projeto Mattics. Em suas aulas ele ensina matemática e estimula estudantes a pensar como cientistas e a criar jogos e atividades que ajudem no tratamento dos sintomas do mal de Parkinson.

“Temos como ponto o ensino de matemática voltado para a sociedade usando e incorporando ideias da computação, engenharia e elementos da saúde, uma vez que os alunos desenvolvem jogos robóticos dentro da sala de aula com materiais de baixo custo”, explica.

Projeto Mattics

O Mattics nasceu em 2015, com atividades de contraturno para turmas de ensino fundamental 2 da EMEF Irmã Catarina, em Senador Canedo. Seis anos depois, o projeto tem por objetivo colocar o ensino e a aprendizagem de matemática em âmbito mais responsável, científico e globalmente tecnológico. “Não tínhamos internet, e hoje já temos mais dois laboratórios de aprendizagem criativa e criamos dispositivos robóticos”, conta.

Após o desenvolvimento dentro dos laboratórios, segundo o professor, uma vez por mês os alunos vão até o hospital público, Dia do Idoso, que fica em Anápolis e é referência no tratamento da doença de Parkinson.

Alunos do projeto auxiliando idosos com mal de Parkinson | Foto: Arquivo Pessoal

Greiton explica que trabalha com o conteúdo de modo que os estudantes consigam aprender de forma intuitiva. Com estratégias pedagógicas, desafios, pesquisa, produção de jogos e dispositivos de robótica, sempre conectados a problemas reais e necessidades reais. Com o trabalho desenvolvido pelos alunos, os idosos com a doença Parkinson podem fazer atividades mentais e físicas, como em uma fisioterapia, acompanhados por profissionais da área da saúde.

“Eu fui para o Instituto Federal Goiano e ampliei esse trabalho, e a minha ideia é essa, difundir para mais escolas públicas. Tenho orgulho de ser professor da educação básica, é nela que está 80% da futura geração”, destacou.

Ao longo desses anos, o projeto já atendeu mais de 3 mil estudantes. Hoje são mais de 300 alunos. A ideia de Greiton é que o trabalho que ganha nesse momento evidência seja ampliado futuramente.

Reconhecimento ao ser finalista do “Nobel da Educação”

Sobre ser finalista no “Nobel da Educação”, o professor diz emocionado, que é uma grande realização. “É um turbilhão de sentimentos e é uma satisfação fazer parte desse prêmio. Conseguimos  dar destaque a educação pública brasileira do interior de Goiás e a ciência que é uma pauta mundial”, afirma.

O Global Teacher Prize está na sua oitava edição premiando o melhor professor entre os indicados avaliando qual deles teve uma atuação excepcional e que deixa uma contribuição única à profissão. O vencedor ganha, além do título, US$ 1 milhão.

Greiton acumula diversos prêmios nacionais, como o Educador Nota 10 de 2016 e além disso, foi selecionado para o Desafio Aprendizagem Criativa de 2017. Participou ainda de vários programas de tecnologia e se tornou escritor de livros paradidáticos, com artigos científicos em periódicos especializados nacionais e internacionais.

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