Prevista para esta 2ª-feira, reintegração de posse de terras de senador cearense em Goiás é suspensa

Considerada a maior ocupação feita em Goiás na última década, o acampamento Dom Tomás Balduíno é integrado por 2.500 famílias

Prevista para esta segunda-feira (24/11), a reintegração de posse de uma das fazendas do senador cearense Eunício Oliveira (PMDB), localizada na região do município de Corumbá, foi suspensa por uma liminar da Justiça. Com a decisão, as 2.500 famílias do acampamento Dom Tomás Balduíno poderão permanecer, ao menos provisoriamente, na propriedade rural.

Segundo a assessoria jurídica do grupo sem terra, a decisão final está sob a responsabilidade da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), que deve analisar o mérito do pedido de reintegração de posse.

A ação suspensa por ordem judicial contaria com efetivo de mais de 800 policiais militares. De acordo com informações do Movimento Sem Terra (MST), no entanto, na sexta-feira (21), foi deslocado um efetivo de aproximadamente dois mil agentes, que teria cercado todas as vias de acesso ao acampamento e apreendido documentos das pessoas que quisessem trafegar pela área.

Em entrevista ao Jornal Opção Online, o deputado Mauro Rubem (PT), um dos articuladores em prol da manutenção do acampamento, disse que o Judiciário agiu de forma correta e sensata. “Evitamos uma reintegração de posse violenta”, disse, acrescentando que o senador cearense não teria como comprovar a origem das terras em que o grupo se encontra.

De acordo com o MST, a área ocupada foi de 20 mil hectares – um hectare corresponde aproximadamente às medidas de um campo de futebol oficial –  e é a maior ocupação feita em Goiás nos últimos dez anos.

Em nota, a equipe do senador não reeleito garantiu que a propriedade rural, chamada de Fazenda Santa Mônica, localizada entre as cidades de Alexânia e Corumbá, é produtiva e opera há mais de 25 anos em uma região livre de conflitos agrários e que cumpre todas as normas da lei.

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