O presidente do Instituto Vida, Jean Jesus Magno Lima, foi preso na operação deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira, 26. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão, entre eles um contra o vereador em exercício Zander Fábio (Podemos).

Segundo a polícia, as investigações apontam para a existência de uma associação criminosa formada por particulares e agentes públicos que, ao longo de 2024, teria criado empresas de fachada e contas bancárias para desviar recursos públicos oriundos de contratações diretas, sem licitação, firmadas com a Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia.

Conforme noticiado anteriormente pelo Jornal Opção, o Instituto Vida, presidido por Jean Jesus, recebeu emendas parlamentares do ex-vereador Leandro Sena, também alvo de mandado de busca e apreensão nesta terça-feira.

A instituição se apresenta como uma “Organização da Sociedade Civil, fundada em 2009, especializada em projetos sociais, culturais, educacionais e ambientais, com base na transformação da pessoa humana”.

Outro preso na operação foi Welton da Silva Nogueira, suspeito de participação no esquema.

De acordo com a Polícia Civil, ao menos 41 operações de pagamento, que somam R$ 1,5 milhão, foram destinadas a empresas supostamente contratadas para remunerar profissionais descritos como artistas, produtor de palco, diretor logístico e diretor executivo. Os serviços teriam sido prestados em eventos de exibição de carros antigos organizados por um clube da capital.

Ainda segundo as investigações, os pagamentos seguiam um padrão: em muitos casos, eram realizados no mesmo dia e com valores idênticos. As empresas envolvidas, recém-criadas, não possuíam histórico de atuação no mercado, estrutura física ou quadro de funcionários. Em alguns casos, os endereços registrados como sede coincidiam com as residências dos investigados.

A polícia também identificou que tanto os proprietários das empresas quanto os profissionais supostamente contratados mantinham vínculos com o clube organizador dos eventos, incluindo diretores, familiares e amigos.

A reportagem tenta localizar a defesa dos suspeitos citados. O espaço segue aberto para manifestações.

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