Presidente da Adial cobra diálogo sobre incentivos fiscais e diz que Goiás começa a sentir impactos

Declarações de representante foram dadas durante reunião entre secretária da Economia, Cristiane Schmidt, e demais entidades do setor industrial

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

A política de redução dos incentivos fiscais, executada desde dezembro de 2018, vem preocupando de forma mais acentuada setores da indústria goiana. Em reunião realizada nesta quarta-feira, 3, entre entidades do Fórum Empresarial de Goiás e secretária da Economia, Cristiane Schmidt, a Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) cobrou por bom senso e manutenção de diálogos sobre o tema.

Para o presidente da Adial, Otávio Lage Siqueira Filho, os efeitos do aumento da carga tributária, via redução de incentivos, já estão sendo sentidos.  “É preciso haver muito bom senso sobre este assunto para não se criar sérios entraves ao investimento privado em Goiás, que vão gerar grande impacto em toda a economia do Estado a médio e longo prazos”, diz.

O presidente da Adial citou a saída de dois grandes grupos empresariais que deixaram o território goiano para investimentos em outros Estados: a montadora Caoa, que comprou por R$ 1 bilhão a fábrica da Ford em São Paulo para produzir veículos da marca chinesa Cherry, embora tenha uma fábrica com capacidade para isto em Anápolis; e a Piracanjuba, que investirá cerca de R$ 100 milhões para produzir no Paraná.

“São apenas alguns exemplos. Este movimento já começou e pode se intensificar, a depender da segurança que as empresas terão para investir em Goiás”, frisa Otávio Filho.

Protege

Outra preocupação pontuada durante a reunião se deu pela referida sinalização do governo estadual de prorrogar o novo Protege.

Segundo a Adial, o acordo, fechado no final do ano passado com o então governador eleito Ronaldo Caiado, era de vigorar por 12 meses, encerrando em março de 2020. Entretanto, a categoria teme extensão desse prazo.

“O novo Protege é na prática aumento da carga tributária. É preciso ficar claro que os incentivos fiscais hoje no Estado correspondem, na realidade, a 53% do ICMS. Hoje já estamos muito próximos do que é oferecido por Estados mais competitivos e que têm mercados consumidores maiores do que Goiás, como São Paulo e Paraná, por exemplo”, afirma Otávio Filho.

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