Pré-candidatos à Presidência reagem à classificação de PCC e CV como organizações terroristas
29 maio 2026 às 10h38

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A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas provocou reações de pré-candidatos à Presidência da República nesta quinta-feira, 28. O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado norte-americano, que atribuiu às facções a responsabilidade por ataques contra policiais, autoridades públicas e civis.
A classificação inicial entra em vigor imediatamente, enquanto a inclusão formal das organizações na lista de grupos terroristas estrangeiros está prevista para 5 de junho.
O anúncio ocorreu um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Segundo o parlamentar, o governo americano acolheu seu pedido para enquadrar as facções brasileiras como organizações terroristas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não havia se manifestado oficialmente até a publicação desta reportagem. Integrantes do governo afirmaram que o Brasil não foi comunicado previamente sobre a medida. Nos bastidores, o Planalto avalia reforçar o discurso em defesa da soberania nacional e ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado.
Flávio Bolsonaro comemorou a decisão e afirmou que o reconhecimento das facções como organizações terroristas atende a uma demanda da população brasileira. Em publicação nas redes sociais, o senador criticou Lula e agradeceu ao presidente Donald Trump e ao secretário Marco Rubio pelo que classificou como uma resposta rápida ao seu pedido.
O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), também celebrou a medida. Em vídeo publicado nas redes sociais, criticou a postura do governo federal em relação ao crime organizado e afirmou que, se estivesse na Presidência, teria tomado a mesma iniciativa.
Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que PCC e Comando Vermelho atuam como facções terroristas e criticou o governo Lula por não adotar a mesma classificação. Zema também rebateu argumentos de que a medida poderia ameaçar a soberania brasileira, afirmando que o verdadeiro risco vem da atuação das organizações criminosas.
O pré-candidato Renan Santos (Missão) comentou a decisão em publicação na rede social X. Na mensagem, destacou o papel das forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado e afirmou que o combate às facções deve ser conduzido pelas autoridades brasileiras.
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