PMDB: Agenor Mariano articula diretório metropolitano e quer 2016

Em reunião que definiu comissão eleitoral para comandar pleito de março do próximo ano, vice-prefeito dá indícios de que Iris monta chapa. Resta saber se disputará eleição

Foto: Jornal Opção

Agenor Mariano concede entrevista ao Jornal Opção, em 2012 | Foto: Fernando Leite

O PMDB se reuniu na manhã desta quinta-feira (18/12) para definir as estratégias do partido para o próximo ano e dar início oficial as articulações para 2016. Com a presença de vereadores, deputados e lideranças, a cúpula instaurou uma Comissão Especial Eleitoral, que vai organizar e conduzir o pleito para eleger a nova diretoria metropolitana da legenda. Os deputados Bruno Peixoto e Wagner Siqueira (Waguinho), os vereadores Denício Trindade e Paulo Borges, além do vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano, são os encarregados.

Marcada para março de 2015, a eleição deve ser ditada mesmo pelo vice-prefeito da capital. De acordo com informações de um peemedebista que esteve no evento, Agenor já chegou com a comissão pronta e teria imposto que será o presidente da mesma. Uma ala ficou visivelmente insatisfeita e ameaça até lançar um dos deputados para enfrentar o vice-prefeito. Novamente rachado, o PMDB sofre uma disputa interna — orquestrada pelo candidato derrotado ao governo de Goiás em 2014, Iris Rezende.

Ainda sem consenso, a conquista do diretório, que é comandado atualmente pelo vereador Mizair Lemes Jr., é o primeiro passo para viabilização do candidato ao Paço Municipal nas eleições de 2016. Iris estaria tentando se viabilizar para disputar, mais uma vez, a prefeitura e teria como principal aliado nas negociações o próprio Agenor. Com a comissão em suas mãos, Agenor estaria se fortalecendo para conquistar o diretório.

O comentário é de que, insatisfeito com a gestão de Paulo Garcia (PT), o vice teria “lavado as mãos” e estaria organizando a chapa pura que viria como oposição à atual administração — da qual ele faz parte. Há quem diga que Iris estaria avaliando o quadro, pois, por ter abandonado a cidade em 2010 para concorrer ao governo de Goiás, não teria como “explicar” a volta à população — nem tampouco ao próprio partido. O decano também pondera a saúde. Em 2016, ele estará com 83 anos.

De qualquer forma, a movimentação do vice-prefeito é um sinal de que Iris ainda tem o controle do partido e já articula sua volta nas próximas eleições. Mesmo que ele não seja o candidato, estaria assegurando o espaço e, consequentemente, o nome do candidato. Agenor estaria disposto a concorrer, mas teria que enfrentar o deputado federal Sandro Mabel, o qual conta com apoio do próprio Iris e estaria cotado para uma possível vice na chapa do ex-governador.

Seria, ao PT e a Paulo Garcia, um “pt saudações”?

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