PM suspeito de agredir adolescente em loja de Catalão deixa prisão após pagar fiança de R$ 3 mil
17 julho 2026 às 19h35

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O policial militar Ricardo Lima Nascimento, suspeito de espancar um adolescente de 16 anos dentro de uma loja de autopeças em Catalão, foi solto nesta sexta-feira, 17, após pagar fiança de R$ 3 mil, segundo o advogado de defesa dele, Everson Rosa, revelou ao Jornal Opção. O militar teve ainda a arma de fogo recolhida e deve manter pelo menos 500 metros de distância do adolescente, conforme decisão judicial.
Nas imagens, o militar aparece dando tapas no rosto do jovem, segurando-o pelo corpo, empurrando-o ao chão e apontando uma arma para a cabeça do adolescente. Segundo o próprio policial, o motivo da abordagem violenta teria sido o fato de o jovem tê-lo encarado. Durante a ação, o militar também questiona se o adolescente faria parte de uma facção criminosa.
Em determinado momento, é possível ouvir o policial dizer: “Você tem que morrer! Se você olhar para mim de novo, na sua vida, eu vou te matar. Você vai assinar sua sentença de morte.” O adolescente responde que não o encarou e afirma que apenas estava trabalhando.
Antes de deixar o local, o policial ainda faz uma nova ameaça: “Se eu te achar de novo, eu arrebento a sua cara.”
Mais cedo, a Polícia Militar de Goiás (PMGO) informou, por meio de nota, que irá investigar as circunstâncias da agressão. O caso foi registrado na manhã da última quinta-feira, 16. “Essa conduta não representa a Polícia Militar”, afirmou o comandante do 9º CRPM, tenente-coronel Henrique Stefli. Segundo ele, a agressão registrada em vídeo não representa os padrões da Polícia Militar de Goiás.
O policial foi autuado em flagrante, encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar e, posteriormente, recolhido ao 18º Batalhão da Polícia Militar, onde permaneceu enquanto as investigações eram conduzidas. “Está claro nas imagens uma ação com a qual nós não coadunamos. De imediato, tomamos todas as providências legais”, afirmou o comandante.
Henrique Stefli também reforçou que “esse não é o padrão de abordagem da Polícia Militar” e garantiu que, diante de qualquer desvio de conduta, “as providências são tomadas, doa a quem doer”.
A corporação afirmou que “não coaduna com qualquer desvio de conduta” praticado por seus integrantes e que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar aqueles que agirem em desacordo com os princípios institucionais.
Por fim, a PMGO informou que permanece à disposição da sociedade para prestar esclarecimentos e reafirmou o compromisso com a preservação da ordem pública, a transparência e o cumprimento da legislação.



