Frigorífico em Goiânia cria “Picanha do Neymar” e exclui apoiadores de Lula de promoção
12 junho 2026 às 08h37

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Um frigorífico localizado em Goiânia lançou uma promoção de peça de picanha com uma foto do atacante da Seleção Brasileira, Neymar Júnior. O Frigorífico Goiás ficou conhecido na cidade e nas redes sociais após vender carne com fotos de Donald Trump, Flávio e Jair Bolsonaro e Javier Milei.
Em um vídeo publicado nas redes sociais do estabelecimento, é possível ver a embalagem da carne com a foto do jogador em posição de sentido, com as palavras “Picanha Haxa”, sob a bandeira do Brasil. A postagem já alcançou 1 milhão de visualizações.
Na legenda da publicação, o frigorífico informa que a promoção é válida na compra de três unidades da chamada “Picanha do Neymar”. Segundo o anúncio, quem adquirir três peças recebe outras três estampadas com as imagens Flávio Bolsonaro, do Trump e do Milei. A empresa também afirma que a oferta não se aplica a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Essa promoção não é válida para os apoiadores do ladrão”, diz a legenda da postagem.

O valor da picanha também gerou repercussão no comentário do publicação. Diversos usuários questionaram o preço anunciado pelo frigorífico, considerado elevado por parte do público. Algumas pessoas ironizaram o custo do produto e compararam o valor com o de outras marcas disponíveis no mercado, enquanto outras afirmaram que a repercussão da campanha estaria mais ligada à estratégia de marketing do que à oferta em si. Apesar das críticas, a publicação acumulou milhares de interações e ajudou a impulsionar ainda mais a visibilidade da promoção nas redes sociais.
Históricos de polêmicas
A nova campanha se soma a uma série de ações que já colocaram o Frigorífico Goiás no centro de debates políticos e judiciais. Nos últimos anos, o estabelecimento ganhou notoriedade ao comercializar produtos com imagens de figuras ligadas à direita, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o presidente da Argentina Javier Milei. O frigorífico também foi alvo de ações judiciais após divulgar mensagens consideradas discriminatórias contra eleitores do PT.
Em fevereiro deste ano, a empresa foi condenada pela Justiça ao pagamento de R$ 130 mil por publicidade considerada ofensiva e excludente, após exibir cartazes com frases como “Petista aqui não é bem-vindo”. O caso ainda gerou manifestações do Ministério Público e do Procon Goiás.
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