PF prende ex-presidente da Queiroz Galvão na 33ª fase da Lava Jato

Cerca de 150 policiais cumprem mandados de prisão preventiva, temporária, além de busca e apreensão em seis Estados, incluindo Goiás

Ex-presidente da Queiroz Galvão, Ildefonso Colares Filho | reprodução

Ex-presidente da Queiroz Galvão, Ildefonso Colares Filho | reprodução

O ex-­presidente da Queiroz Galvão, Ildefonso Colares Filho, e o ex-­diretor da construtora Othon Zanoide de Moraes Filho foram presos preventivamente no Rio de Janeiro durante a 33ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta terça-feira (2/8).

O objetivo desta fase, denominada Resta Um, é investigar contratos para obras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e nas refinarias de Abreu e Lima (PE), do Vale do Paraíba (SP), Landulpho Alves (BA) e de Duque de Caxias (RJ).

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a investigação aponta indícios concretos do pagamento de propina por executivos da Queiroz Galvão para dificultar os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigava irregularidades na Petrobras, em 2009 — a CPI da Petrobras.

A construtora, terceira maior em contratos com a petroleira, integrava o chamado “cartel de empreiteiras”, com pagamentos de proprina sistemáticos a funcionários e diretores da Petrobras, assim como a partidos políticos.

Executivos da Queiroz Galvão pagaram valores em troca de favores de altos funcionários das diretorias. Em sua parte já rastreada e comprovada, as propinas se aproximam dos R$ 10 milhões, mesmo valor que teria sido cobrado de propina quando o então presidente do PSDB, Sérgio Guerra, já falecido, integrava a CPI da Petrobras.

O valor pago ao tucano teria sido entregue pelo próprio presidente da Queiroz Galvão, completa o MPF. Há a informação de que pessoas ligadas à empreiteira tentaram pagar deputados e senadores para não serem convocadas na CPI.

Em abril, o ex-senador Gim Argello (PTB-DF) foi preso na 28ª fase da Lava Jato. Ele era vice-presidente da CPI da Petrobras e é acusado de receber pagamentos em dinheiro para evitar a convocação de executivos na comissão. Ele fechou acordo de delação premiada com a Justiça poucos dias após sua prisão.

Cerca de 150 policiais cumprem dois mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária, seis de condução coercitiva e 23 de busca e apreensão. As ordens judiciais são cumpridas em São Paulo, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, em Goiás, Pernambuco e Minas Gerais.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.