Parecer que pede cassação de Eduardo Cunha é lido no Plenário da Câmara

Ex-presidente da Câmara é acusado de mentir na CPI da Petrobras e pode ser julgado já nesta quarta-feira (10/8)

Deputado federal Hildo Rocha | Foto: Alex Ferreira

Deputado federal Hildo Rocha | Foto: Alex Ferreira/ Câmara dos Deputados

O deputado Hildo Rocha (PMDB-MA) leu há pouco, no Plenário da Câmara dos Deputados, o parecer do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar que recomenda a cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por quebra de decoro parlamentar. A leitura começou tão logo a sessão foi aberta.

Agora, para o processo entrar na Ordem do Dia são contadas duas sessões do Plenário. A partir daí, o processo passa a ter preferência sobre os demais, mas não tranca a pauta. A data de votação será definida pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

São necessários 257 votos entre os 512 deputados em exercício para determinar a perda do mandato de um parlamentar.

Durante a leitura do parecer, diversos deputados se manifestaram pedindo agilidade no processo de votação. O líder da Rede, deputado Alessandro Molon (RJ), pediu que a votação do processo de cassação de Cunha ocorra ainda nesta semana.

Já o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), afirmou que é preciso marcar a data logo. “A partir de agora nós temos que marcar a data. E o Plenário soberanamente vai decidir no voto. Queremos dar um desfecho a uma situação tão grave”, completou.

Mas quem domina mesmo a tribuna são os petistas e deputados de esquerda. Ivan Valente, do Psol-RJ, também pediu celeridade e alertou os colegas para um possível acordão entre o ex-presidente da Câmara e o interino Michel Temer.

O petista gaúcho Henrique Fontana pediu para Rodrigo Maia marcar a sessão da votação na quarta-feira (10/8). “Ouvi opiniões do presidente atual de, no intuito de postergar a cassação de Eduardo Cunha, se dizia preocupado com o quórum da Casa. Quero tranquilizá-lo sobre isso. Marque e cada deputado cumprirá sua responsabilidade”, disse.

Nenhum deputado subiu, ainda, para defender o ex-presidente.

Denúncia 
No último semestre, por 11 votos a favor e 9 contra, o Conselho de Ética aprovou o parecer do relator, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), favorável à cassação de Cunha.

O colegiado considerou que o ex-presidente da Casa mentiu em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, em maio de 2015, sobre contas bancárias no exterior. Em sua defesa, Cunha alega que possui trustes (entidades que administram bens e recursos).

 

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