O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) confirmou nesta sexta-feira, 29, que não será candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026 e anunciou que pretende encerrar sua carreira política ao término do mandato no Senado, em 2027. A declaração foi feita durante evento promovido pelo Lide, em São Paulo.

Ex-presidente do Senado e do Congresso Nacional, Pacheco afirmou que considera concluído seu ciclo na vida pública após 12 anos de atuação política. “Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre o momento da gente avaliar ciclos. Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido”, declarou.

A decisão afasta definitivamente as especulações sobre uma candidatura ao Palácio Tiradentes. Nos últimos meses, o nome de Pacheco era apontado por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma das principais apostas para disputar o comando de Minas Gerais, considerado um dos estados mais estratégicos para a eleição presidencial.

O senador também descartou a possibilidade de assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal. “Não tenho nenhuma expectativa ou perspectiva de ingresso em tribunal superior, inclusive no Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

A confirmação ocorre pouco mais de um mês após sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro, legenda do vice-presidente Geraldo Alckmin. A mudança partidária havia alimentado rumores sobre uma eventual candidatura ao governo mineiro.

Durante o mesmo evento, o presidente nacional do Movimento Democrático Brasileiro, Baleia Rossi, lamentou a decisão de Pacheco e defendeu uma aproximação do senador com a pré-candidatura de Gabriel Azevedo ao governo de Minas. Segundo ele, o apoio de Pacheco seria importante pela relevância de sua liderança no estado.

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