Quatro integrantes da torcida organizada Força Jovem foram presos nesta sexta-feira (10) durante a Operação Terminal Seguro, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás. Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão contra suspeitos de participação em um ataque ocorrido após o clássico entre Goiás e Vila Nova, em maio. Os investigados são apontados como responsáveis por promover tumulto, atacar policiais civis e colocar em risco passageiros do transporte coletivo nos arredores do Terminal Goiânia Viva, em Goiânia.

O caso que motivou a operação aconteceu na noite de 9 de maio deste ano, logo após o clássico entre Goiás e Vila Nova, disputado no Estádio Hailé Pinheiro (Serrinha). Mesmo com a determinação de torcida única do Goiás no estádio, um grupo organizado se deslocou em vários carros e motos até os arredores do Terminal Goiânia Viva, no Residencial Goiânia Viva, na capital.

Segundo as investigações, o grupo agiu de forma coordenada. No local, eles começaram a queimar camisas e bandeiras da Esquadrão Vilanovense (TEV), torcida rival. A polícia acredita que essas vestimentas tenham sido roubadas anteriormente e estavam sendo usadas para provocar os rivais e exibir poder, tentando forçar um confronto direto.

A situação quase fugiu do controle quando os envolvidos passaram a usar rojões, bombas caseiras e armas brancas (como facas e pedaços de madeira). O tumulto colocou em risco a vida de passageiros que usavam o transporte público, pedestres e motoristas que passavam pela região.

Para evitar uma tragédia e dispersar a multidão, policiais civis do Grupo de Repressão a Crimes Territoriais (GEPROT/DEIC) intervieram. No entanto, mesmo após os policiais se identificarem, os membros da torcida organizada reagiram com violência: avançaram contra a equipe, arremessaram pedras, garrafas e explosivos, além de fazerem ameaças verbais aos agentes.

O grupo é investigado pelos crimes de associação criminosa; resistência qualificada; promoção de tumulto, prática ou incitação à violência em evento esportivo e corrupção de menores.

Saldo da operação

Até o momento, quatro dos seis alvos de prisão temporária foram localizados e detidos. Durante as buscas nas casas dos suspeitos, os policiais apreenderam:

  • Porções de drogas e balança de precisão;
  • Os veículos usados no dia do ataque ao terminal;
  • Armas brancas e celulares;
  • Materiais e uniformes da torcida Força Jovem.

Próximos passos

De acordo com a Polícia Civil, os trabalhos continuam. O material apreendido será periciado para tentar identificar outros torcedores que participaram do ataque e detalhar a conduta de cada um dos envolvidos.

A imagem e o nome dos presos foram divulgados pela polícia com o objetivo de que novas vítimas e testemunhas apareçam para ajudar a esclarecer o caso, seguindo as regras e limites previstos em lei.

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