Operação Tanino: terceira fase apura mais de R$ 2 milhões em tributos sonegados em Jussara

A Polícia Civil cumpriu quatro mandados de busca e apreensão apreendendo computadores, celulares e documentos dos suspeitos

Polícia Civil deflagra terceira fase da Operação Tanino | Foto: Divulgação

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT) deflagrou nesta quinta-feira, 28, com apoio da Secretaria Estadual da Economia, a terceira fase da Operação Tanino, que  tem como alvos empresas de assessoramento rural localizadas em Jussara.  Foi constatado que mais de R$ 2 milhões em tributos foram sonegados.

Na sede de uma empresa de assessoramento rural e em residências de investigados, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, momento em que os policiais encontraram computadores, celulares e documentos que vão auxiliar na investigação.

A Operação Tanino investiga a atuação de grupos criminosos na cooptação de agropecuaristas da região para obtenção de crédito bancário, junto ao Banco do Brasil, mediante emissão de notas fiscais fraudulentas com utilização de “laranjas”. Os investigados teriam simulado a aquisição de insumos, animais, defensivos agrícolas e outros produtos para justificar os recursos a juros módicos perante a instituição bancária.

Fases

As duas primeiras fases da investigação, deflagradas em fevereiro e maio de 2020, identificaram indícios de crime por parte de empresas e de um servidor da AGENFA de Jussara. O servidor teria colaborado através de emissão de notas fiscais de maneira irregular, inclusive mediante a concessão de isenção tributária. Na primeira fase da Operação Tanino, o Poder Judiciário determinou o afastamento do cargo do servidor envolvido.

Os investigados respondem por crime tributário, crime contra a fé pública, crime contra a administração pública e associação criminosa, além de terem de arcar com o pagamento dos tributos sonegados com acréscimo de multa.

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