“Nova reforma política pode recuperar credibilidade da classe”, avalia deputado goiano

Para Rubens Otoni, membro da comissão que discute a proposta na Câmara, mudanças podem causar revolução no sistema político-eleitoral brasileiro

Deputado federal Rubens Otoni (PT) | Divulgação

Deputado federal Rubens Otoni (PT) | Divulgação

Membro da comissão especial criada para discutir a nova reforma política na Câmara Federal, o deputado Rubens Otoni (PT) acredita que o projeto pode não só trazer mudanças substanciais para o sistema político-eleitoral brasileiro como “recuperar a credibilidade na ação política”.

Em entrevista recente ao Jornal Opção, o parlamentar afirmou que cresce no País um sentimento “antipolítica”, que é preciso ser revisto o quanto antes. “Esse é o grande desafio, que vai passar pelo debate da reforma política, ao qual faço parte. Essa comissão é uma luz que pode nos dar condição de resgatarmos o verdadeiro sentido de fazer política”, avaliou.

Segundo Rubens Otoni, a comissão, instaurada no último dia 25, dá início à discussão sobre o tema na próxima terça-feira (8). O financiamento de campanha e o sistema eleitoral serão a prioridade dos parlamentares.

Em paralelo, no Senado, tramita a PEC 36/16, de autoria dos senadores Aécio Neves (PSDB) e Ricardo Ferraço (PSDB), que estabelece o fim das coligações partidárias e da cláusula de barreira para os partidos políticos terem acesso a tempo de televisão e rádio. A previsão é que a proposta seja apreciada em primeiro turno na sessão de quarta-feira (9). O segundo turno ficaria para o dia 23.

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB), se comprometeram a trabalhar juntos pela votação de pontos da reforma política até o fim do ano. A ideia é que cada Casa acelere a análise das propostas aprovadas pela outra.

2 Comment threads
0 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
2 Comment authors

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Antonio Alves

A tendência é do sentimento “antipolítica” aumentar mais, tendo em vista a maioria dos políticos escolhido pela população escolheu em 2016. Quem não gosta age em consequência da decepção com políticos que elegeu anteriormente.

Olenka

SERGIO MORO é quem vai moralizar a classe política !!! O resto é conversa mole para boi dormir !!!! Ainda mais membro do PT falando de moralidade , kkkkkkkk