“Ninguém pode entrar armado no plenário”, diz Bruno Peixoto após pedido de Major Araújo
12 maio 2026 às 18h20

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O presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), descartou nesta terça-feira, 12, qualquer possibilidade de liberar o porte de armas dentro do plenário da Casa após o deputado estadual Major Araújo (PL) alegar estar sofrendo ameaças em meio à crise envolvendo o parlamentar e Amauri Ribeiro (PL). Segundo ele, a regra continuará proibindo a entrada de qualquer pessoa armada no local.
“A regra hoje é que ninguém pode entrar armado no plenário. Isso vai continuar apesar do pedido dele”, afirmou Bruno Peixoto durante entrevista.
O presidente ressaltou que a segurança da Assembleia continuará sendo feita pela Polícia Legislativa e pela Polícia Militar. “Está determinantemente proibido e não será liberado a este ou àquele parlamentar portar arma de fogo em plenário”, declarou.
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Bruno Peixoto também afirmou que acionou a Corregedoria e o Conselho de Ética da Alego para acompanhar o caso e eventuais representações envolvendo os parlamentares.
“Conversei com o deputado Júlio Pina, que é o vice-presidente corregedor, a quem cabe o recebimento de toda e qualquer denúncia ou representação. E também com o Charles Bento, presidente do Conselho de Ética, e pedi rigor nas análises e celeridade”, disse.
Segundo ele, eventuais excessos poderão resultar em punições. “Caso os parlamentares façam representações ou qualquer denúncia, tudo será analisado. E tenha certeza de que haverá punição caso excedam ou exagerem”, afirmou.
O presidente da Alego ainda classificou como inadmissíveis os episódios recentes de agressividade entre deputados.
“Conversei com ambos e pedi compreensão e união da Casa. A diferença de ideias é natural, inclusive salutar para o debate. Porém, é inadmissível toda e qualquer agressão”, declarou.
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