A cantora Gretchen relembrou, em entrevista ao programa Lorelive, da DIA TV, a vez em que foi detida durante as eleições municipais de 2004 em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia. Na conversa, ela classificou o episódio como uma “prisão política” e tratou o caso com humor.

“Ah, uma vez. Meu Deus! Mas foi assim, foi uma prisão política. Ai, que chique”, afirmou. Ao ser questionada sobre o motivo da detenção, a artista explicou que estava trabalhando para um candidato durante o período eleitoral. “Porque naquela época não podia fazer boca de urna. E eu tava trabalhando pro meu candidato.”

Gretchen, então, contou sua versão do episódio de forma descontraída. “Mas eu não fiz boca de urna. Eu fiz peito de urna. Eu tinha só o nome do candidato. Assim, naquela época, eu usava 300ml. Ficou um peitão de urna”, brincou.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil de Goiás à época, a cantora integrava um grupo ligado à campanha de Alsueres Mariano, então candidato a prefeito de Senador Canedo. Além dela, outras 20 pessoas também foram conduzidas para prestar esclarecimentos.

Na entrevista, Gretchen disse que foi abordada por fiscais eleitorais e levada para um ginásio. “Aquele povo que cuida, né, na parte da frente, do lado onde a gente vai votar, falou: ‘Não, você tá fazendo boca de urna, você vai ficar presa no ginásio’. Fiquei presa no ginásio com o celular.”

A cantora contou ainda que avisou sua equipe sobre a situação e se surpreendeu com a repercussão. “Liguei pra empresa: ‘Tô presa no ginásio!’. Veio o Fantástico, veio todo mundo. Foi ótimo. Transformou num grande sucesso. Saiu em todo lugar. É chique essa prisão.”

Apesar da condução, ela ressaltou que permaneceu detida por poucas horas. “Foi só algumas horas. Tava defendendo meus candidatos.”

Ao final, Gretchen situou o episódio no contexto político da época. “Faz muito tempo. Foi na época que ainda fazia showmício, que agora não tem mais.”

Após prestar esclarecimentos, a cantora assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberada. O caso foi conduzido sem prisão preventiva, e os envolvidos responderam ao procedimento em liberdade.

Na eleição de 2004, Alsueres Mariano terminou a disputa em segundo lugar, com 39% dos votos válidos. O vencedor foi Vanderlan Cardoso, atualmente senador por Goiás, que à época ainda era conhecido principalmente por sua atuação no setor empresarial.