Multa, juros e CPF irregular: veja o risco para quem ainda não entregou o IR em Goiás
11 maio 2026 às 16h32

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Faltando menos de 20 dias para o fim do prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026, Goiás já contabiliza 774.181 declarações enviadas à Receita Federal até esta segunda-feira, 11.
O número representa cerca de 52% da expectativa total para o estado, estimada em 1.467.949 declarações. Em âmbito nacional, segundo dados da Receita Federal, já foram entregues 21,8 milhões de declarações, de um total esperado de aproximadamente 44 milhões até o encerramento do prazo, em 29 de maio.
De acordo com o Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRCGO), quase metade dos contribuintes goianienses ainda não enviou a declaração. A entidade alerta para os riscos de deixar a entrega para os últimos dias, como instabilidade no sistema da Receita Federal, possibilidade de erros e atraso na restituição.
O presidente do CRCGO, Marcelo Cordeiro, afirma que este é o momento para revisar documentos e conferir as informações prestadas. “Estamos em uma fase crítica do calendário. É fundamental que o contribuinte organize seus documentos, revise todas as informações e evite erros que possam levar à malha fina ou atrasar a restituição”, disse.
Segundo o conselho, 71,4% das declarações enviadas em Goiás até o momento indicam imposto a restituir, enquanto 15,2% apontam imposto a pagar. O calendário de restituições prevê pagamentos em quatro lotes, com liberações em 29 de maio, 30 de junho, 31 de julho e 31 de agosto.
A prioridade para recebimento segue os critérios legais definidos pela Receita Federal: idosos acima de 80 anos, idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência, portadores de doença grave e contribuintes cuja principal fonte de renda seja o magistério.
Também terão prioridade os contribuintes que utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem pelo recebimento via Pix. Em Goiás, mais de 65% das declarações enviadas utilizaram o modelo pré-preenchido, segundo o CRCGO.
O conselho também chama atenção para as penalidades em caso de atraso. A multa mínima para quem perder o prazo é de R$ 165,74, podendo chegar a até 20% do imposto devido, além de juros.
A cobrança corresponde a 1% ao mês sobre o valor devido e é gerada automaticamente no momento da entrega em atraso. Além da multa, o contribuinte pode enfrentar restrições relacionadas ao CPF, como dificuldades para obter financiamentos, emitir passaporte, participar de concursos públicos e realizar algumas operações bancárias.
Marcelo Cordeiro recomenda que, mesmo em caso de perda do prazo, a declaração seja enviada o quanto antes para evitar o agravamento das penalidades. Ele também orienta os contribuintes a buscarem apoio profissional em caso de dúvidas durante o preenchimento.
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