Suspeitos de matar mulher decapitada e carbonizada em Goiânia são presos
14 maio 2026 às 09h58

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Uma mulher foi morta por decapitação, e seu corpo ainda sofreu carbonização pelas mãos de quatro integrantes de uma organização criminosa especializada em tráfico de drogas e homicídios na capital goiana. A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), prendeu os investigados em mandados de prisão temporária nesta quinta-feira, 14, durante a Operação Ordem Expressa.
Além das prisões, a polícia cumpriu quatro mandados de busca e apreensão domiciliar em Goiânia, todos em desfavor dos suspeitos, que agora respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver em contexto de atuação criminosa organizada.
Veja vídeo da ação da polícia:
De acordo com a polícia, toda a ação foi registrada pelos próprios autores por meio de fotos, áudios e vídeos. Em uma das imagens, por exemplo, os homens aparecem posando com as roupas ainda sujas de sangue.

Em outro vídeo, um dos investigados filma a própria mão ensanguentada enquanto caminha, exibindo a cena. Posteriormente, a polícia também obteve áudios que revelam o planejamento e a frieza dos criminosos. Em uma das gravações, um dos suspeitos dá ordens sobre a vítima, conhecida na região como “bebê da milícia”.
Ele afirma que “se for bebê da milícia pode matar ela na caruda lá, pra todo mundo ver. E se tiver de madrugada, amarra no poste e coloca fogo. Faz no meu nome (sic)”.
Além disso, outro áudio interceptado pela polícia revela um dos homens narrando detalhes sádicos do crime cometido. Ele declara ter adorado o vídeo da execução e ainda descreve os gritos da vítima. “Eu tô brocando aqui, mano. Chega deu mais apetite na hora que eu vi esse vídeo aí. Nossa, que gostosinho, mano. Ela gritando assim ó ‘Aiiii’”, além de afirmar que “pilantra morre desse jeito (sic)”. Em dado momento, ele repete com humor a situação do crime: “tira, tira a cabeça”.
A divulgação de informações, imagens e identificação dos presos ocorreu em estrita observância à Lei n.º 13.869/2019 e à Portaria n.º 547/2021/DGPC, mediante despacho fundamentado da autoridade policial responsável, especialmente diante da possibilidade concreta de identificação de novas vítimas e da preservação do interesse público, resguardados os limites legais e as cautelas necessárias à continuidade das investigações.
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