Brasil terá 10 dias para reverter veto da União Europeia à carne brasileira
14 maio 2026 às 08h08

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O Brasil terá dez dias para relatar à União Europeia (UE) as informações adicionais que garantam o cumprimento das exigências feitas pela autoridade sanitária do bloco europeu em relação ao regulamento do uso de antimicrobianos em toda a cadeia de proteína animal.
A medida foi acordada nesta quarta-feira, 13, depois que representantes do governo brasileiro se reuniram com autoridades europeias para dar prosseguimento às negociações sobre a decisão que retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o bloco. Consequentemente, a partir de 3 de setembro de 2026, as exportações brasileiras poderão ser impactadas, caso as pendências não sejam resolvidas.
De acordo com as informações enviadas ao Jornal Opção pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ocorreram dois encontros simultâneos. Em Bruxelas, o chefe da delegação brasileira junto à UE, embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, acompanhado do adido agrícola do Mapa no bloco, Nilton Morais, reuniu-se com a Direção-Geral da Saúde e Segurança Alimentar (DG Sante) da Comissão Europeia para tratar do tema.
Paralelamente, em Brasília, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, participou de uma reunião com a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf.
Durante as negociações, as partes estabeleceram que o Brasil enviará, no prazo estimado de 10 dias, as informações adicionais necessárias para garantir as exigências da autoridade sanitária europeia sobre o cumprimento do regulamento do uso de antimicrobianos em toda a cadeia de proteína animal. Além disso, ficou definido que cada produto de origem animal, incluindo carnes bovina e de aves, mel, ovos, entre outros, será analisado separadamente pelo órgão sanitário do bloco europeu.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que o Brasil enviará todas as respostas solicitadas pela Comissão Europeia dentro do prazo acordado. “O Brasil tem um sólido sistema de defesa agropecuária. Não por acaso somos o maior exportador de proteína animal do mundo e vendemos nossos produtos para a União Europeia há mais de 40 anos”, destacou.
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