Ministro das Cidades anuncia retomada das obras do BRT em Goiânia

Alexandre Baldy se reuniu com prefeito da capital e presidente da Caixa para definir rumos do contrato 

Iris Rezende, Alexandre Baldy e Gilberto Occhi | Foto: Prefeitura de Goiânia

O ministro das Cidades, Alexandre Baldy (Sem partido-GO), anunciou, na manhã desta segunda-feira (29/1), que as obras do BRT Norte-Sul de Goiânia serão retomadas nos próximos dias.

Após reunião com o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, e com o prefeito da capital, Iris Rezende (MDB), o representante do governo de Michel Temer (MDB) explicou que o consórcio formado pelas empresas EPC e WGV voltará a receber os recursos para conclusão da obra.

“É uma determinação do próprio presidente, estamos retomando mais de 7 mil obras paradas em todo o Brasil e não seria diferente aqui. Houve um esforço por parte da equipe da prefeitura para sanar as dificuldades e o trabalho do deputado federal Daniel Vilela”, destacou.

Ainda de acordo com Baldy, o contrato entre a Prefeitura de Goiânia e a Caixa será mantido e ambos se comprometeram a respeitar os termos e contrapartidas. “Assim, dentro dos próximos dias será expedida a autorização para retomada das obras”, arrematou.

Em discurso, Iris Rezende agradeceu o empenho do ministro. “O gesto que vossa senhoria empresta a Goiânia com a sua presença aqui hoje, mostra toda consideração que tem por nosso povo”, disse.

Segundo o secretário de Infraestrutura e Obras da Prefeitura de Goiânia, Francisco Ivo, a expectativa é de que em 10 dias o Ministério das Cidades conceda a liberação e em até 40 dias as obras sejam efetivamente retomadas.

A partir disso, inicialmente a expectativa é a conclusão da obra em dois anos, mas um novo cronograma ainda será elaborado. A obra do BRT de Goiânia está apenas 22% concluída.

Paralisação das obras 

As obras do BRT foram paralisadas em julho do ano passado após suspensão do repasse de R$ 10 milhões por parte da Caixa ao consórcio formado pelas empresas EPC e WGV. Os recursos foram retidos após apontamentos da Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) de que itens e materiais estariam acima e outros abaixo do preço.

Idealizado para ligar as regiões norte e sul de Goiânia, as obras paralisadas, além de custar mais de R$ 1 milhão por mês aos cofres públicos, vêm servindo agora também para acumular lixo e criar mosquito da dengue, conforme mostrou o Jornal Opçãono final do último ano.

Em recentes entrevistas, o prefeito Iris Rezende tem insistido em culpar a Caixa Econômica Federal pela paralisação das obras. “Nós estamos chamando à responsabilidade a Caixa. Ela está devendo uma explicação a Goiânia. Por que recebeu da nossa administração o dinheiro que faltava para a obra, autorizou e depois suspendeu?”, declarou em tom indignado o emedebista durante o último mutirão de 2017.

Patrocinada pelo governo federal, a obra do BRT é um dos principais projetos da última administração. O corredor exclusivo de transporte coletivo terá 21,8 quilômetros de extensão, do Terminal Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia, até o Terminal Recanto do Bosque, na Região Noroeste de Goiânia. Serão 148 bairros atendidos, com expectativa de 120 mil usuários por dia.

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