Marconi Perillo: “Temos que dizer ‘sim’ para o Brasil”

Em Cuiabá, governador pediu união dos Estados do Centro-Oeste para vencer a crise política e econômica 

Governadores Pedro Taques e Marconi Perillo | Foto: Humberto Silva

Governadores Pedro Taques e Marconi Perillo | Foto: Humberto Silva

Em discurso na abertura da Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT Pantanal) e do Congresso da Zona de Integração do Centro-Oeste Sul-Americano (Zicosur), o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (21/4), em Cuiabá (MT), que a crise política e econômica são oportunidade para que os brasileiros se unam para dizer “sim” ao Brasil.

A convite do governador mato-grossense Pedro Taques (PSDB), Marconi esteve na FIT Pantanal/Zicosur após a reunião do Consórcio Brasil Central e aproveitou a oportunidade para afirmar que o País vai precisar muito dos governadores e dos prefeitos para atravessar este período.

“Nós temos que dizer ‘sim’ ao Brasil, dar a nossa parcela de contribuição para vencermos os desafios que virão”, afirmou. O governador disse, ainda, que a recuperação econômica passará necessariamente pelos Estados do Brasil Central, que geram atualmente R$ 20 bilhões de superávit na balança comercial brasileira, e lembrou que o desenvolvimento da infraestrutura, do turismo, do setor de comércio e serviços resultantes da integração entre os Estados do bloco farão com que a região saia na frente na superação da crise.

Por ocasião da realização da Zicosur — região formada pelo Norte da Argentina, pelo Paraguai, pelo Sul da Bolívia, pelo Sudoeste do Brasil e pelo Norte de Chile — que o Brasil Central deve se associar em bloco com o aglomerado de regiões latino-americanas para promover as obras e investimentos conjuntos.

A Zicosur foi criada para promover o desenvolvimento econômico e comercial, principalmente através dos chamados Corredores Biocêanicos, aproveitando os portos do Chile, para conduzir o fluxo de comércio até os mercados da Ásia-Pacífico, espalhando a oferta exportável da Sub-Região.

Em Cuiabá desde ontem, onde, na qualidade de presidente do Fórum de Governadores do Brasil Central, comandou o dia de reuniões do grupo, o governador disse que o centro brasileiro abriga os estados que dão certo, que comandam os melhores índices da economia brasileira, citando ainda a geração de empregos.

Marconi elogiou os dois eventos que, simultaneamente são realizados na capital mato-grossense até o próximo domingo, reunindo representantes de vários países da América Latina e da China. “Nos associamos ao Mato Grosso para divulgar nossos destinos turísticos. Este, sem dúvida, é um dos mais belos estados brasileiros”, observou.

Encontros

A primeira edição da FIT Pantanal, sob o tema “Turismo: um grande negócio”, tem como objetivo promover os destinos de Mato Grosso, bem como estimular a comercialização de pacotes para a região. A feira tem a participação de empresários, representantes do setor público e consumidores finais, e conta com um festival gastronômico com pratos típicos da culinária mato-grossense, além de um espaço dedicado à exposição de artesanato com destaque para o trabalho desenvolvido pelas associações de artesãos e artes indígenas.

A reunião da Zicosur tem por objetivo reunir em um mesmo período autoridades governamentais e líderes empresariais para estreitar as relações e também criar formas de alavancar o turismo e a economia dos seis países pertencentes ao bloco. Na área de turismo, entre os assuntos que serão discutidos durante as reuniões das comissões técnicas do Zicosur, está a elaboração de um mapa de atrativos turísticos dos estados e a elaboração de rotas turísticas.

Em Cuiabá, os integrantes da Zicosur retomam as discussões para criar uma nova forma de escoar a produção de Mato Grosso pelo oceano pacífico. Entre os assuntos que serão colocados em discussão está a ferrovia bioceânica, que tem o objetivo de cruzar o País saindo do Porto Açu (RJ), passando por Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre chegando ao Oceano Pacífico pelo Peru.

Há ainda em debate no bloco a proposta de pavimentar 300 quilômetros de estrada de terra, entre Cáceres a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Para essa pavimentação em território boliviano o custo estimado é de R$ 400 milhões. Outra proposta é a modernização da ferrovia, que liga Antofagasta, no Chile, a Resistência, na Argentina. Paralelo às reuniões de comissões de turismo e infraestrutura, a de indústria e comércio irá discutir a implementação de um fluxo de comércio entre os estados brasileiros que integram o Zicosur (MT, MS e SC) e os países da Ásia e do Pacífico.

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