Mais um dos estudantes feridos no acidente envolvendo uma van e um caminhão na GO-518, entre Sanclerlândia e Córrego do Ouro, recebeu alta do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) na manhã desta quarta-feira, 10. Trata-se de Luís Guilherme, de 12 anos. Apesar da liberação, ele continuará sendo acompanhado pela equipe médica, com retorno marcado para daqui 14 dias para consulta com ortopedista.

Luís Guilherme teve fraturas no quadril e passou por duas cirurgias no Hugol. Um dia depois da tragédia, quatro estudantes receberam alta. Agora, há apenas uma estudante permanece internada em decorrência do acidente. Ao todo, cinco crianças morreram na tragédia e sete ficaram hospitalizadas.

A estudante em questão permanece em estado grave, mas apresentou evolução: já está respirando sem ajuda de aparelhos, está acordada, consciente e não está mais sedada. Existe a expectativa de que ela também possa ter alta em breve, segundo apuração da reportagem.

O acidente e investigação

O acidente ocorreu na noite do dia 1º de junho, quando os estudantes retornavam de Sanclerlândia para o município de Córrego do Ouro, distante cerca de 40 quilômetros. Cinco alunos morreram, sendo eles: Isadora Castro Neves, 12 anos; Maria Carolina Sabino Alves, 11 anos; Lucas Antônio de Souza Dias, 14 anos; Ezequiel Souza de Oliveira, 14 anos; Izadora Monteiro da Silva, 12 anos. O velório das vítimas foi realizado em frente ao Ginásio Municipal de Córrego de Ouro.

Na ocasião, a coordenadora de Regionais de Polícia Técnico-Científica, Núbia Miranda, disse ao Jornal Opção que os levantamentos preliminares mostram que os veículos envolvidos no acidente trafegavam no mesmo pela mesma faixa e no mesmo sentido da rodovia, entre os municípios de Sanclerlândia e e Córrego do Ouro. “O caminhão seria o veículo de maior porte. Ou ele estava numa velocidade muito baixa, ou ele estava parado numa via sem acostamento.”

Outro fator que chama atenção é a ausência de frenagem na pista, ou seja, não foi feita a tentativa de parar a van onde estavam os estudantes antes da colisão. “Em nenhum momento foi acionado os freios.” Além disso, a coordenadora destaca que não foram encontrados os tacógrafos de ambos os veículos que participaram do acidente. Vale destacar que o dispositivo é utilizado para registrar informações de deslocamento e velocidade dos veículos, sendo uma ferramenta importante em investigações de acidentes. ‘”Nenhum dos veículos tinha obrigatoriedade por lei de possuir um tacógrafo, mas é um dispositivo muito importante, pois vai registrando todas as velocidades empreendidas”.

Para ajudar na elucidação da dinâmica do acidente, o delegado que atua no caso, Mário Moraes, irá colher depoimentos de estudantes que desembarcaram da van escolar antes do momento da batida, que ocorreu na GO-518, momento antes da chegada em Córrego do Ouro.

“A gente vai trabalhar também com a oitiva dos socorristas e de dois adolescentes que foram deixados nos locais de destino pelo motorista na mesma van antes do fato. Vamos fazer esse trabalho com os responsáveis legais e com os critérios adequados. Vai depender da idade e pode ser necessário aguardar um tempo para realizar essas oitivas em sede policial”, destaca o delegado ao Jornal Opção.

Ainda de acordo com o investigador, nos próximos dias, os trabalhos vão aprofundar para verificar quem eram os responsáveis pelas manutenções dos veículos e saber se as revisões obrigatórias estavam em dias. Preliminarmente, segundo Mário, tanto a van quanto o caminhão apresentavam problemas nos pneus.

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