A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros, ré pelo homicídio do próprio filho ocorrido em 2021, se entregou à polícia do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, 20. No último sábado, 18, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa e manteve a ordem de prisão preventiva.

A decisão analisou recurso da defesa contra uma determinação anterior do próprio ministro, que reestabeleceu a prisão após entender que a revogação, feita pela Justiça de primeira instância, violou a autoridade de decisões do STF.

Diante disso, com a suspensão dos julgamento marcado para março, a juíza Elizabeth Machado Louro remarcou a decisão para 25 de maio e determinou a soltura de Monique. A magistrada considerou a manobra da defesa de Jairinho “uma interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF”.

Henry Borel Medeiros foi morto na madrugada de 8 de março de 2021 no Rio. Segundo as investigações, a criança morreu em decorrência de hemorragia interna e laceração hepática. Embora a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho, tenham alegado que ele caiu da cama, peritos descartaram essa hipótese, e o Ministério Público sustenta que Henry foi vítima de agressões.

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