A Justiça converteu em prisão preventiva a detenção de Jacks Alves Pereira Oliveira, de 39 anos, preso em flagrante após ser apontado como autor de uma sequência de roubos de aparelhos celulares na região do Bairro Ilda, em Aparecida de Goiânia. A decisão foi proferida durante audiência de custódia realizada na sexta-feira, 12, e determina que o investigado permaneça preso enquanto prosseguem as investigações.

Por meio de nota, a defesa de Jacks Alves disse que “que não irá antecipar discussões de mérito, uma vez que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso do processo, oportunidade em que será demonstrada a inocência do investigado. Informa, ainda, que serão adotadas todas as medidas judiciais cabíveis para a garantia dos direitos constitucionais do seu constituinte, inclusive com a impetração de Habeas Corpus perante a instância competente”, finaliza o texto.

De acordo com a Polícia Militar, os crimes ocorreram na manhã de quinta-feira, 11. O suspeito teria agido ao lado de um comparsa já identificado, iniciando a série de assaltos por volta das 5h da manhã. A primeira tentativa de roubo teve como alvo um homem de 26 anos que fazia exercícios físicos na Avenida Professor João de Paula Teixeira. Simulando estar armados, os criminosos exigiram o celular da vítima, mas a ação foi frustrada quando ela conseguiu entrar em um condomínio residencial.

Na sequência, conforme as investigações preliminares, a dupla abordou dois trabalhadores, de 23 e 32 anos, que aguardavam o transporte coletivo em um ponto de ônibus da região. Sob ameaça, os suspeitos roubaram três aparelhos celulares, que ainda não haviam sido recuperados até o momento.

Segundo o Registro de Atendimento Integrado (RAI), equipes do 41º Batalhão da Polícia Militar localizaram Jacks Alves cerca de cinco horas depois dos crimes, no bairro Pontal Sul, após analisarem imagens de câmeras de segurança que registraram a fuga dos suspeitos em um Chevrolet Corsa.

Na audiência de custódia, o juiz Pedro Guarda foi responsável pela homologação da prisão em flagrante e entendeu que havia elementos suficientes para convertê-la em preventiva. Segundo a decisão judicial, “o investigado é multirreincidente, responde a outros processos por crimes patrimoniais e voltou a delinquir mesmo durante o cumprimento de pena em regime monitorado por tornozeleira eletrônica.”

O magistrado destacou ainda que condições pessoais favoráveis, “como residência fixa e atividade como microempreendedor, não são suficientes para afastar a necessidade da prisão diante do histórico criminal e da gravidade dos fatos.” A decisão também considerou insuficientes as medidas cautelares alternativas para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.

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