Jovens empreendedores que decidirem abrir uma empresa em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) poderão ficar livres do pagamento de tributos federais durante os três primeiros anos de atividade. A medida está prevista no Projeto de Lei 2.367/2026, apresentado na Câmara dos Deputados pelo deputado federal Silvio Antonio (PL-MA).

A proposta cria o programa “Minha Empresa, Meu Futuro”, voltado para pessoas entre 18 e 29 anos que desejam iniciar um negócio em cidades com indicadores socioeconômicos inferiores à média nacional. Segundo o texto, o objetivo é incentivar o empreendedorismo juvenil, ampliar a geração de empregos e estimular o desenvolvimento econômico em regiões historicamente menos favorecidas.

Caso seja aprovado pelo Congresso Nacional, o projeto garantirá isenção do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), além das contribuições para o PIS/Pasep e Cofins durante 36 meses a partir da formalização da empresa.

Para ter acesso à isenção tributária, o empreendimento deverá atender a uma série de requisitos. O principal deles é que o sócio majoritário ou titular tenha entre 18 e 29 anos no momento da constituição da empresa. Além disso, o negócio deverá manter sede e atividade principal em município cujo IDH-M esteja abaixo da média nacional.

A proposta também exige que a empresa esteja regularizada perante os órgãos de fiscalização e mantenha pelo menos um posto de trabalho formal além do próprio empreendedor.

Estímulo ao empreendedorismo juvenil

Na justificativa do projeto, o deputado argumenta que jovens residentes em municípios menos desenvolvidos enfrentam obstáculos maiores para empreender e acessar oportunidades de geração de renda.

O parlamentar utiliza dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua 2025) para destacar a realidade do Maranhão. Segundo o documento, 43% dos jovens maranhenses entre 18 e 29 anos vivem em domicílios com renda per capita de até meio salário mínimo, enquanto a taxa de formalização de empreendedores jovens no estado é de apenas 12%.

De acordo com a justificativa, a redução da carga tributária nos primeiros anos de funcionamento permitiria que os recursos permanecessem no caixa das empresas, favorecendo investimentos, expansão das atividades e contratação de trabalhadores.

Impacto econômico esperado

O texto cita estudos que apontam que a diminuição dos custos tributários nos primeiros anos de vida de uma empresa aumenta significativamente as chances de sobrevivência do negócio.

Segundo a proposta, uma redução da carga tributária nos primeiros anos poderia ampliar a longevidade das micro e pequenas empresas e estimular a formalização de empreendedores em municípios com menor desenvolvimento econômico.

O autor também defende que a medida não deve ser vista como benefício fiscal isolado, mas como uma estratégia de redução das desigualdades regionais e sociais previstas na Constituição Federal.

“A proposta busca criar condições para que jovens empreendedores tenham oportunidades reais de desenvolver seus negócios, gerar empregos e movimentar a economia local”, sustenta a justificativa do projeto.

O Projeto de Lei 2.367/2026 foi protocolado na Câmara dos Deputados e ainda passará pela análise das comissões temáticas antes de seguir para votação. Caso seja aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a medida entrará em vigor no ano seguinte à publicação da lei.

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